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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 62

Assim que entra no quarto, Dominic segue diretamente para a cômoda, seus passos precisos e deliberados. Ele pega o celular com movimentos automáticos, os dedos navegando rapidamente pela tela, enquanto digita uma mensagem. Sem hesitar, seleciona um número na lista de contatos e inicia uma ligação.

Ao adentrar o closet, posiciona o aparelho no viva-voz sobre uma prateleira, permitindo que suas mãos fiquem livres para iniciar sua impecável rotina de vestimenta.

— Bom dia, senhor Muller. — A voz de Finn ecoa pelo ambiente.

— Finn, necessito de todas as gravações existentes de qualquer câmera nas proximidades do endereço que lhe enviei, a partir da data especificada. — Dominic instrui, seus dedos trabalhando meticulosamente nos botões da camisa branca. — Verifique a existência de câmeras no próprio edifício e, caso positivo, inclua tais registros. — Continua, metodicamente, dobrando as mangas até o cotovelo em movimentos calculados. — Naturalmente, restrinja-se às imagens que mostrem a movimentação em frente ao prédio. — Acrescenta, provocando um resmungo de seu amigo.

— Posso indagar o motivo de tal solicitação? — Questiona, ciente da data coincidir com a descoberta da paternidade.

— Apenas execute sua função. — Afirma, a voz cortante e sem espaço para réplicas. Com um toque firme, encerra a ligação, deixando o ambiente em silêncio por um instante, enquanto guarda o celular no bolso interno do colete.

Enquanto isso, na sala de jantar, Vivienne brinca distraidamente com o garfo, movendo as frutas de um lado para outro em seu prato, recriminando-se mentalmente por sua paralisia, por não reagir conforme desejava.

— Que droga! — Resmunga para si mesma, o metal do garfo tilintando contra o vidro. — Por que não reagi? — Questiona-se, a raiva por sua própria vulnerabilidade crescendo.

— Porque você é meramente uma gatinha assustada. — A voz de Grant invade o ambiente, carregada de uma satisfação cruel. Antes que Vivienne consiga reagir, ele a encurrala com um movimento ágil, seus braços firmes passando por cima dos ombros dela e suas mãos pousando na mesa, bloqueando qualquer tentativa de fuga, enquanto a prende em um cerco impiedoso. — Sabe, sempre admirei pessoas inteligentes. — Continua, sua voz falsamente paternal. — E você, minha cara, mostrou inteligência ao ficar calada. — Acrescenta, seu hálito perturbando um fio de cabelo próximo ao rosto dela. — Presumo que já tenha percebido a natureza complexa do relacionamento entre meu neto e eu. — Comenta, notando a tensão crescente no corpo dela. — Entretanto, posso lhe assegurar com certeza, caso ouse pronunciar qualquer palavra inadequada, sua condição gestacional não alcançará sequer o terceiro mês. — Murmura, sua voz baixa e carregada de ameaça, enquanto se inclina levemente, aproximando o rosto do ouvido dela. — Não me importo em causar alguns danos a você ou aos bebês, se for necessário. — Garante, cada palavra fria e sombria, ecoando como uma sentença. Suas mãos apertam a mesa com força, como se para reforçar que a resistência seria inútil. — Então, faça o que lhe cabe, senhorita Bettendorf, e não teste minha paciência.

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