Após aquele momento íntimo e sincero entre Vivienne e Dominic, os dias que se seguiram os aproximaram ainda mais. A recuperação dele foi marcada por altos e baixos, havia dias em que parecia perfeitamente bem, como se nada tivesse acontecido, e outros nos quais as dores musculares eram tão intensas que ele mal conseguia sair da cama. Em ambos os casos, Vivienne estava ao seu lado, uma presença constante que trazia calma e conforto, mesmo quando ele próprio não percebia o quanto precisava dela.
Após passar por uma série de exames e uma avaliação clínica minuciosa realizada por seu tio, Dominic finalmente recebeu alta do repouso, embora com uma longa lista de recomendações rigorosas.
— Dominic, você entendeu ou preciso repetir mais uma vez? — Louis pergunta, a voz firme, mas o olhar carregado de uma preocupação genuína, enquanto observa a postura desafiadora do sobrinho.
— Não se preocupe, senhor Muller. — Vivienne intervém, com uma confiança calma, atraindo imediatamente a atenção de ambos. — Dominic seguirá todas as recomendações à risca. — Garante, sua voz deixando claro que ela não estava aberta a discussões.
— Dez dias foram suficientes? — Dominic pergunta, sua voz baixa, mas carregada de provocação, enquanto se dirige a ela. — Para você achar que tem controle sobre mim? — Acrescenta, um brilho desafiador em seus olhos que contrasta com o sorriso discreto de Louis, notando claramente a cumplicidade crescente entre eles.
— Você ainda tem dúvidas disso? — Rebate, com um sorriso audacioso, cruzando os braços, enquanto o encara de volta.
— Cuidado, Vivienne. — Murmura, inclinando-se levemente para a frente, a voz baixa e carregada de provocação. Seus olhos permanecem cravados nos dela, o olhar intenso, como se estivesse desafiando-a a recuar. — Uma coisa é me cuidar enquanto estou preso ao repouso, outra bem diferente é você achar que pode mandar em mim. — Adverte, a mão deslizando de maneira quase imperceptível para pousar na coxa dela. O toque é deliberado, firme, mas não invasivo, enviando uma mensagem que ele sabia que ela entenderia. — E lembre-se, pequena. — Continua, sua voz assumindo um tom maliciosamente baixo. — Agora que meu repouso acabou, tenho uma promessa a cumprir. — Provoca, seus lábios curvados em um sorriso perigoso, deixando claro do que estava falando.
— Querem que eu saia para dar privacidade? — Louis pergunta, levantando uma sobrancelha, claramente se divertindo com a dinâmica entre os dois.
O rubor nas bochechas de Vivienne é instantâneo. Ela ajusta-se desconfortavelmente na cadeira, novamente cruzando os braços em uma tentativa inútil de esconder o embaraço. Dominic, por outro lado, simplesmente ri, aquele som baixo e satisfeito que só aumenta o desconforto dela.
— Não, tio, fique à vontade. — Responde, sua voz carregada de sarcasmo, mas com uma provocação deliberada, os dedos ainda pousados na coxa dela, apertando-a levemente para enfatizar suas palavras. — A senhorita Bettendorf e eu lidamos muito bem com as pendências. — Completa, o sorriso crescendo, enquanto observa o desconforto óbvio dela.
— Não tenho dúvidas disso. — Comenta, um sorriso discreto se formando, embora seus olhos revelem um misto de satisfação e preocupação ao observar o espaço que Vivienne conquistou na vida de Dominic. Com um ajuste rápido nos óculos, sua postura muda para algo mais profissional e direto, a seriedade assumindo o controle de sua expressão. — Senhorita Bettendorf, pelos meus cálculos, você está completando seis semanas. — Declara, sua voz firme, mas não desprovida de uma certa suavidade. Ele faz uma pausa, permitindo que a informação seja absorvida antes de continuar. — Gostariam de realizar a ultrassonografia agora? — Pergunta, lançando um olhar atento para ambos, ciente da importância daquele momento.

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