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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 109

Vivienne observa Dominic, cada linha de tensão em seu corpo, cada expressão marcada pela frustração e impotência, refletindo a batalha interna que ele trava consigo mesmo. O peso daquela cena aperta seu peito, como se a dor dele fosse sua. Incapaz de suportar o silêncio denso entre eles, ela solta um suspiro, como se também carregasse parte daquele fardo.

Seus passos são lentos, quase hesitantes, mas sua expressão suaviza, enquanto se ajoelha diante dele. Por um momento, seus olhos encontram os dele, intensos e cheios de algo que ela não consegue nomear. Então, sem dizer nada, ela repousa a cabeça suavemente sobre suas pernas, como se aquele gesto pudesse dissipar parte da tensão que o consumia.

Suas mãos encontram o caminho até a coxa dele, os dedos se movendo em toques leves e reconfortantes. Não era apenas um gesto de consolo, mas um ato de entrega silenciosa, um modo de dizer que, mesmo quando ele se sentia mais impotente, ela estaria ali, compartilhando cada fragmento daquela dor com ele.

— Dom. — Vivienne começa, sua voz, um fio de som, baixa, quase hesitante, mas carregada de firmeza suficiente para manter o foco dele. Ela respira fundo, como se precisasse de coragem para continuar. — Eu não preciso ser protegida. — Assegura, cada palavra parecendo arrancada de um lugar profundo dentro de si. — Embora, deseje que você o faça. — Admite, sua voz tremendo levemente, enquanto seus olhos encontram os dele. — Mas algumas batalhas precisam ser enfrentadas sozinhas. — Declara, seus dedos apertando inconscientemente a coxa dele, como se precisasse que ele aceitasse isso tanto quanto ela. — Agradeço o seu apoio, Dominic, mais do que você imagina, mas isso é algo que preciso enfrentar sozinha. — Conclui, enquanto seus dedos deslizam pelo tecido que cobre a coxa dele, tentando conter a tensão crescente que sente em cada fibra do corpo dele.

— Apenas me diga, Vivienne, ele te machucou? — Dominic pergunta, sua voz grave, mas agora tomada por uma suavidade que contrasta com a intensidade de seu olhar.

— Meu pai nunca me machucou fisicamente. — Responde, sua voz baixa, mas carregada de uma dor latente. — Foram dores emocionais. — Expressa, engolindo em seco antes de prosseguir. — Porque eu me recusei a viver a vida que ele planejou para mim. — Confessa, cada palavra carregada de uma sinceridade quase dolorosa.

— Existe a chance de isso piorar? — Questiona, sua voz baixa, mas com uma seriedade tão profunda que faz Vivienne hesitar. — Quero saber se há alguma possibilidade de ele tentar machucar você ou nossos filhos, de qualquer maneira.

— Não, nenhuma. — Responde, com firmeza, mas sua voz baixa entrega o peso das lembranças. Ela se levanta e se acomoda no colo de Dominic, envolvendo o pescoço dele com os braços, buscando o conforto que só ele parecia oferecer. — Não tive a melhor infância, sempre fui carente do amor dos meus pais. — Confessa, sua voz embargando, enquanto sente os braços dele a envolverem com um cuidado protetor. — Guardei algumas lembranças boas, os pequenos gestos de carinho e cuidado que recebi, antes de tudo mudar. — Comenta, um leve sorriso melancólico surgindo em seus lábios. — Antes dos colégios internos, da distância, das exigências. — Acrescenta, permitindo-se, pela primeira vez, compartilhar fragmentos da sua vida com ele, como se aquele momento fosse uma brecha segura onde ela pudesse deixar as palavras fluírem. — Mas os maus-tratos. — Expõe, fechando os olhos, como se quisesse afastar aquelas memórias. — Eles sempre estiveram lá. Nunca físicos, mas as palavras. — Pausa, suas mãos deslizando para apertar levemente os ombros dele, como se buscasse estabilidade. — As palavras eram como golpes que nunca cicatrizavam. — Revela, abrindo os olhos lentamente, encontrando o olhar intenso e reconfortante de Dominic.

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