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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 108

Dominic se ajusta na cama com movimentos controlados, puxando Vivienne para acompanhá-lo. Ele segura suas mãos com firmeza, seus olhos fixos nos dela, intensos e carregados de uma mistura de emoções que ele próprio parece tentar compreender. Sem desviar o olhar, ele leva os dedos delicados aos lábios, depositando um beijo em cada um. O gesto, lento e deliberado, parece feito mais para si do que para ela, como se estivesse buscando tempo para absorver o peso da pergunta que ainda ressoava entre eles.

— Não sei te responder essa pergunta. — Dominic começa, sua voz baixa e ponderada, enquanto seus polegares acariciam os nós dos dedos dela. — Mentiria se dissesse que estou apaixonado por você. — Acrescenta, observando atentamente cada reação dela, como se temesse perder algo importante. — Possivelmente não tivemos tempo suficiente para isso. — Afirma, sua sinceridade cortante, mas sem intenção de machucá-la. Ele percebe o leve aceno dela, uma concordância silenciosa. — E, além disso, ainda não confiamos um no outro o suficiente para nos abrirmos completamente. — Completa, suas palavras carregadas de uma honestidade que parece pesar entre eles. A expressão de Vivienne denuncia o quanto ela também sabe que a falta de confiança é o maior obstáculo entre os dois. — Mas vou deixar uma coisa clara, Vivienne. — Acrescenta, erguendo a mão para tocar o rosto dela, o toque surpreendentemente terno para alguém tão controlado. — Você é muito mais do que a mãe dos meus filhos. — Declara, seus olhos brilhando com uma impetuosidade que faz o coração dela acelerar. — Nossa atração é inegável, mas o que quero é muito mais do que isso. — Finaliza, inclinando-se para beijá-la, os lábios encontrando os dela em um toque lento e profundo, carregado de uma intensidade que dispensa palavras.

Vivienne fecha os olhos por um instante, mas quando os abre novamente, a vulnerabilidade em seu olhar é quase esmagadora. Suas mãos seguram o rosto dele, os dedos trêmulos traçando suavemente sua mandíbula.

— Dom. — Vivienne começa, sua voz delicada, quase um sopro perdido no silêncio do quarto, enquanto encosta suavemente a testa na dele. O gesto parece um pedido silencioso de coragem, uma busca por força na proximidade que ele oferecia. — Confiança. — Murmura, respirando fundo, como se as palavras fossem um peso difícil de carregar. — Confiança não aparece do nada, Dominic. É algo que se constrói, passo a passo. — Declara, sua voz baixa, mas firme o suficiente para transmitir sua sinceridade. — E você tem razão, nosso tempo juntos ainda é tão curto. — Admite, enquanto seus olhos o procuram, por mais que a intensidade entre eles fosse inegável, ela sabia que ainda carregavam a sombra do pouco tempo, das barreiras não quebradas, dos segredos não revelados. — Não tenho motivos para desconfiar de você. — Prossegue, mas sua voz quebra levemente, revelando algo mais profundo. — Mas, eu também não tenho as respostas que você quer. — Comenta, suas mãos segurando as dele com força, como se precisasse daquele contato para não desmoronar. — Porque eu mesma ainda não consegui encontrá-las. — Continua, a voz vacilando, mas firme o suficiente para manter o peso da confissão. — E se você soubesse, se o conhecesse, entenderia os meus receios. — Completa, a última palavra saindo quase como um sussurro, enquanto as lágrimas se acumulam em seus olhos.

Dominic estreita os olhos, sua expressão endurecendo levemente, enquanto seu dedo desliza com cuidado pela bochecha dela, limpando a primeira lágrima que escapa, como se quisesse apagar qualquer vestígio da dor que ela tenta esconder.

— Ele? — Pergunta, sua voz baixa, carregada de cuidado e um toque de apreensão. — Está falando do seu pai? — Insiste, cauteloso, mas determinado a entender o que a atormenta. — Ele te machucou de alguma forma? — Questiona, sua voz está mais firme agora, mas ao observar as lágrimas dela fluírem incontrolavelmente, ele para.

Sem hesitar, Dominic a puxa para perto, envolvendo-a em um abraço firme, como se quisesse protegê-la do mundo inteiro. Vivienne enterra o rosto no peito dele, seus dedos agarrando com força o fino tecido do pijama, como se isso pudesse segurá-la, impedir que ela se fragmentasse por completo.

— Ele roubou minha vida. — Sussurra, sua voz tão embargada que mal se ouve, mas as palavras carregam uma dor tão profunda que Dominic sente o impacto.

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