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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 107

Dominic observa atentamente Vivienne. Cada movimento dela é uma confissão silenciosa de sua irritação. Os dedos hábeis prendem os cachos em um coque desajeitado, mas seu rosto denuncia pensamentos que fervilham em sua mente, como se ela estivesse deliberando sobre algo importante.

— Por que não? — Vivienne pergunta, de repente, quebrando o silêncio. Sua voz é firme, mas há uma nota de curiosidade afiada, enquanto pega o celular e o encara, exigindo respostas.

— Porque não quero. — Dominic responde, com um desdém deliberado, sua voz carregada de um sarcasmo que só ele consegue fazer soar tão natural. — Mas tenho uma sugestão. Que tal pedir ajuda ao enfermeiro musculoso e forte? — Provoca, cada palavra gotejando ironia, seus olhos fixos nos dela, avaliando cada reação.

— Ótima ideia. — Rebate, com uma calma afiada que é quase uma arma. — E sempre que eu chegar do trabalho, terei algo agradável para admirar. — Continua, as palavras cuidadosamente escolhidas para provocar, enquanto seus olhos percorrem Dominic sem pressa, apenas o suficiente para deixá-lo ainda mais irritado. — Termine o almoço. Volto depois para recolher tudo. — Declara, o tom quase frio, mas com um toque provocador que faz Dominic cerrar os dentes, enquanto ela se vira e começa a caminhar em direção à porta.

— A comida está fria. — Reclama, sua voz cortante, o suficiente para fazê-la parar no meio do caminho.

— Estava quente quando a senhora Valens trouxe. — Responde, um sorriso travesso surgindo em seus lábios. Sua voz carrega um desafio implícito, cada palavra cuidadosamente desenhada para provocá-lo. — Talvez você deva aquecer com o calor do seu próprio corpo. — Dispara, insolente, seus olhos brilhando com malícia, enquanto cruza os braços, como se aguardasse a reação dele.

— Dez dias, Vivienne. Dez dias. — Murmura, sua voz grave e carregada de uma promessa que faz o ar entre eles parecer mais pesado. Ele faz uma pausa, observando a confusão que cruza o rosto dela por um instante. — Para você apagar o fogo do meu corpo em todos os cantos deste apartamento. — Provoca, sua voz baixa e rouca, carregada de uma intensidade que não pede permissão, como um toque quente que percorre a espinha dela e a faz estremecer. Vivienne abre a boca, mas as palavras se perdem no tumulto de sensações. O calor sobe em ondas pelo corpo dela, sua respiração acelera, enquanto tenta recuperar o controle.

— Aproveite sua comida fria, senhor Muller. — Rebate, finalmente, sua voz firme, mas com uma tensão evidente que trai o esforço de manter a compostura. Sem se permitir encará-lo novamente, ela gira nos calcanhares e sai do quarto, a porta se fechando com um estrondo calculado, como se quisesse marcar um ponto naquele embate.

— Quanto mais você tenta fugir, Vivienne, mais interessante isso fica. — Murmura, a voz quase um sussurro, os olhos fixos na porta recém-fechada, já planejando como puxá-la de volta para o jogo que ambos sabem que ela não quer realmente evitar. Ele passa a língua pelos lábios, já imaginando o próximo movimento. — Vamos ver até onde você consegue correr antes de se render.

Dominic se inclina levemente na cama, ignorando o desconforto momentâneo, e pega o celular. Contrariando as instruções, decide trabalhar por alguns minutos. A irritação com a interrupção anterior ainda paira em sua mente, mas, mais do que isso, a vontade de ir atrás de Vivienne o consome. Ele sabe, porém, que as dores tornam essa ideia inviável por enquanto.

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