Os irmãos Dourado chegaram um passo atrasados, mas foi só um pequeno passo.
Os quatro bandidos também foram controlados pelos homens de João Freitas e levados para um lugar isolado para sofrerem o interrogatório brutal.
Os dois irmãos sentaram-se no sofá. O rosto bonito de Sandro estava sombrio enquanto ele bebia copo atrás de copo de uísque, como se fosse água.
A bebida forte e picante descia pela garganta, seu gogó tremia e rolava, queimando a garganta, o estômago, as entranhas.
Mas a dor era no coração.
Sem saber se João Freitas fez de propósito, ele não desligou a ligação, e Sandro pôde ouvir muito bem os sons ambíguos vindos do carro.
Aquele homem sabia como irritar e como esfaquear o coração de alguém.
Sandro fechou os olhos vermelhos, os gemidos suaves de Vânia e a respiração sedutora continuavam ecoando em seus ouvidos.
O seu peito subia e descia bruscamente. Ele queria se anestesiar com a bebida, apagar o fogo da frustração no corpo, reprimir a amargura no coração, mas não adiantou nada.
João Freitas sempre foi implacável, casto e contido até os ossos, sem falhas. Sendo amigos por tantos anos, ele nunca o viu perto de uma mulher.
Agora, pela Vânia, ele deixou de lado seus limites, abrindo exceções vez após vez.
Se isso fosse ódio...
Então, o que a Vânia estava ganhando também era o único ódio do mundo que se envolvia no coração e entrava pelos ossos.
— Irmão, chega, você não pode beber mais. Beber assim faz mal à saúde.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Traída pelo Marido e pela Melhor Amiga: De Volta para Se Vingar na Elite