E também estava desiludida com o amor e se afastava dele.
Sandro baixou o olhar e balançou a cabeça: — Sérgio, você é um policial, como pode querer roubar a esposa de alguém?
Sérgio olhou fixamente: — Antes de ser policial, sou seu irmão caçula. Eu não aguento te ver sofrendo assim. É raro você gostar de uma mulher, e eu não quero que você perca e se arrependa para o resto da vida!
O coração frio de Sandro encontrou aos poucos um rastro de calor.
Por mais triste e doloroso que fosse, ele sempre teve sua bondosa família ao seu lado. Ele queria muito, um dia, poder segurar a mão da Vânia, e dar-lhe um lar aconchegante, e que a família dele fosse também a família dela...
— A propósito, eu pedi ao Vagner para levar a Srta. Monteiro para você cuidar um pouco. Você a levou para casa depois? — Sandro perguntou de repente.
Sérgio ficou pasmo: — Você pediu para o quarto irmão... Quando foi isso? Ele nem falou comigo!
Sandro tomou um susto. Ele pegou o celular e logo ligou para Vagner Dourado.
O telefone tocou várias vezes antes que Vagner atendesse, com uma voz fria e profunda:
— Irmão.
— Vagner, você não levou a Srta. Monteiro para o seu segundo irmão? — Havia um pouco de espanto na voz grave de Sandro.
Ele hesitou do outro lado, e soltou um leve "hum".
Sandro franziu a testa: — Onde está a Srta. Monteiro agora?
— Fique tranquilo. Ela está bem. Daqui a pouco eu levo ela de volta.
Sem esperar pela resposta de Sandro, Vagner desligou o celular.
— Esse quarto irmão, com a mesma personalidade, mais duro e frio do que uma pedra que não esquenta, difícil de entender.
Sandro suspirou sem saída: — Ele e o Victor não se parecem em nada além da fisionomia. Como é que a segunda tia pode dar à luz duas pessoas tão diferentes.

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