Ele precisava ser mais rápido.
Caso contrário, ela não ia aguentar muito tempo.
Nesse momento, o telefone tocou.
João Freitas olhou para a tela do celular, com um leve sorriso nos lábios finos, colocou o fone Bluetooth e atendeu:
— Sandro, o que foi?
— Você salvou a Vânia? — A voz de Sandro Dourado soou pesada do outro lado.
O homem murmurou um "sim".
— Eles fizeram mal para ela? Alguém a tocou? O Ivan disse que você a levou? Para onde você a levou? — Sandro Dourado, que nunca perdia a compostura mesmo se uma montanha desmoronasse, fez quatro perguntas seguidas.
Dava para ver o peso que Vânia Viana tinha em seu coração.
— Ela está bem. — João Freitas foi direto ao ponto.
A voz de Sandro estava carregada, mas ele não desistiu: — João, para onde você vai levar ela? Eu quero ver a Vânia...
— Não precisa. Ela tem a mim, já é o bastante.
Antes que ele terminasse de falar, seus olhos escuros se arregalaram e ele pisou fundo no freio de repente.
O corpo mole de Vânia se inclinou do banco, o cobertor escorregou e a camisa de seda pendurada no ombro redondo desceu como água.
No escuro, seu corpo estava seminu, a pele da cor de neve deslumbrante de tão branca.
Queimada pelo calor que a consumia, ela perdeu a sanidade. Sua cintura fina, mole e sem ossos, roçou contra o abdômen duro do homem, e ela segurou o rosto dele, beijando seus lábios frios com um olhar confuso.
A iniciativa repentina sempre era a mais provocante e sedutora.
Sem contar que aquela era a primeira vez dela com ele.
As mãos de João Freitas seguraram o volante com força de repente, suas escápulas afundaram e as veias no pescoço incharam, como se fossem estourar.

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