— Não tem problema, as visitas são bem-vindas, desde que não se importem com a casa bagunçada, pequena e velha, entrem! — Estrela saudou-os calorosamente enquanto pegava chinelos.
Quanto mais Sandro olhava para a garota Estrela, mais gostava dela.
Sua origem não era alta; embora tivesse se tornado a repórter principal do Grupo de Mídia SKY por meio de seu próprio esforço, devido a imprevistos, ela caiu pesadamente do topo para o fundo do poço. Mas ela não desanimou, continuou positiva e se esforçando para viver. Não se sentiu inferior ou tímida por causa de suas condições de moradia comuns, e cumpriu seu papel de anfitriã, recebendo-os com muita naturalidade.
— Pelo que vejo, a Srta. Monteiro parece gostar de beber.
Sandro entregou o presente que havia preparado a Estrela: — Um pequeno presente, não vale muito, você pode guardar para beber ou servir aos amigos.
Os longos cílios de Estrela piscaram, um pouco sem graça de aceitar: — Isso... deve ser muito caro, não é?
Sandro sorriu: — Não é caro.
Vagner sorriu: — Não é caro, pouco mais de quinhentos mil a garrafa.
Estrela congelou, sem coragem de pegar.
Se ela tirasse todo o seu sangue para vender, não daria quinhentos mil! Que absurdo!
Vagner continuou a expor Sandro: — Na verdade, ele trouxe esta garrafa para ele mesmo beber. Ele geralmente só bebe destilados e vinho tinto, ocasionalmente bebe Maotai, não está acostumado com cerveja. Mas para mim tanto faz, estou muito acostumado a me adaptar para baixo.
Estrela: — …………
Se adaptar para baixo.
Ela não sabia se era porque ele era promotor há muito tempo, mas aquele cara falava de um jeito muito desagradável.
Sandro estreitou os olhos escuros, virando a cabeça lentamente para olhar Vagner falador atrás de si, com um sorriso falso: — Srta. Monteiro, não ligue para ele. A boca de Vagner é igual a rádio sem sintonia — só sai besteira. É só se acostumar.

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