— Sandro Dourado? Aos meus olhos, ele não é ninguém.
O homem riu, o som afiado. — Nem Sandro Dourado, nem João Freitas podem me impedir.
...
A noite chegou.
O prédio das Thermas de Alvorada, mantido pela Shengming, que normalmente estaria todo iluminado nessa hora do dia, com atividades e festas barulhentas, estava agora encoberto pelas sombras. Parecia cinza e sem luzes ligadas.
Lá fora havia uma placa grande — Problema elétrico. Fechado por tempo indeterminado.
Mas quem via as notícias sabia que havia problemas com os Oliveira, pai e filho. Havia boatos de que lá dentro rolavam subornos e prostituição. Aquele lugar não prestava e vários funcionários do governo eram clientes VIP.
Com tudo caindo, fechar as portas era o mínimo para evitar uma batida da polícia.
O Maybach derrapou em frente à entrada do clube e parou.
Os irmãos Ivan e Breno desceram primeiro do carro, e Ivan abriu a porta respeitosamente. João Freitas, de terno preto, abotoou o casaco enquanto saía lentamente do veículo.
Seu rosto era forte e os olhos afiados e frios.
Esta noite ele não estava todo equipado como quando foi à Costa Esmeralda. Vestia um terno normal, como se tivesse acabado de sair de uma negociação na mesa de conferência, demonstrando um porte tranquilo.
Naquele momento, João ainda achava que ele precisaria se livrar de uns lixos contratados com o dinheiro dos Oliveira.
Agora os dois Oliveira estavam numa situação complicada: um meio morto, o outro sem saber quando iria sair. Aquela gangue estava sem rumo, caindo aos pedaços depois de um golpe só.
— Diretor Freitas, eu não entendo. — Breno, que quase não falava, perguntou de repente.
João moveu os ombros e o pescoço. — O quê?


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