As pupilas de Vânia encolheram-se bruscamente e ela se esquivou.
— Ah!
Talita deu de cara e o seu estômago encontrou a janela. Doeu tanto que seu corpo suou frio e sua expressão se contorceu de raiva. Queria matar Vânia!
— Vadia... como se atreve a desviar?!
— Eu não sou idiota, não ficaria parada esperando você me bater, ficaria?
Vânia deu um sorriso frio. — Você aproveita a oportunidade, quando não tem ninguém perto de nós, para atacar uma deficiente física de propósito. O seu íntimo é bastante perverso, Srta. Queroz.
— Assassina dissimulada, me deixe te bater e se vingar pelo João!
Talita estava cheia de raiva sem ter onde despejar. Com ódio nos olhos, esticou a mão em direção a Vânia de novo...
— Pare!
Uma voz forte soou através do ar pesado.
Talita congelou, com os braços esticados sem jeito. O seu coração pulou.
Afinal, não estava na casa da sua família, não podia fazer o que quisesse. Se alguém soubesse das suas ações cruéis e espalhasse, perderia a sua imagem de dama da alta classe, não é?
Vânia suava e olhou em silêncio. Fitou a origem do som.
Um homem de cadeira de rodas apareceu na frente dos seus olhos surpresos, aos poucos, através da sombra. Tinha feições agradáveis e usava um óculos de bordas finas douradas que encostava no nariz reto, criando uma aura intelectual.

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