Sob a luz brilhante, a mandíbula do homem era proeminente, e a sua pele de um branco frio.
— Sr. Rafael, você sabe muito bem quem ela é, não sabe? A responsável pela morte da sua irmã!
O rosto de Talita enrubesceu e ela se apressou em se explicar: — Não aguentava mais aquela arrogância dela, só queria dar umas boas lições...
— Se sabe quem ela é, a senhora deveria entender uma coisa.
Os olhos de Rafael transpareciam alegria, mas davam arrepios na espinha: — Eu não desferi um soco, muito menos os outros têm o direito de o fazer.
Vânia baixou os olhos, encarando o rosto do homem.
Até João sentia ódio dela. Beatriz era irmã de sangue de Rafael, então ele tinha todos os motivos do mundo para odiá-la também.
Sentiu um nó na garganta enquanto lançava-lhe olhares disfarçados.
Por um acaso, ele levantou o olhar.
Vânia entrou em pânico, e fechou os olhos fingindo que não conseguia enxergar.
— Sr. Rafael, eu... — Talita gaguejou perante o olhar ameaçador.
— Tem algo que queira debater, Srta. Queroz? Se quiser, posso chamar o João aqui para ele se pronunciar por você. Vocês vão ser da mesma família em breve, no final das contas.
As pupilas do homem escureceram, soltando uma breve risada: — Apesar de achar que nem se ele testemunhasse aquilo ia ser a favor da sua forma bruta de acabar com a briga.
Talita, com as unhas cravadas nas palmas da mão pela irritação, olhou com nojo para Vânia, virou-se nos seus saltos, e partiu pisando duro.
— Srta. Viana, está bem? — Rafael observou a sua pele clara de forma serena.
— Tudo bem. Muito obrigada por interferir ao meu favor, Sr. Rafael.
Provavelmente os ferimentos internos ainda não haviam sumido, Vânia sentiu a dor subir e sussurrou: — Não lhe chateio mais. Vou embora.

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