— Chega. — Vânia interrompeu com a voz rouca.
A cena da filha sendo atacada pela prisioneira louca ainda causava uma reação nela, mesmo depois de tanto tempo. Era difícil se acalmar só de pensar um pouco naquilo.
Sandro notou que o corpo de Vânia não parava de tremer. Sua palma quente e larga desceu pelas costas dela com delicadeza, querendo acalmar suas emoções tensas.
Inesperadamente, assim que ele colocou a mão ali, Vânia soltou um gemido abafado de dor. Sua testa encheu-se de suor frio.
Sandro percebeu algo no mesmo instante. Sua garganta apertou: — Você está machucada? Onde?
— Não foi nada, eu estou bem...
Vânia não tinha tempo para cuidar de si mesma. Seus olhos molhados prenderam-se em Helena: — Eu não tenho mais vontade de ir atrás de tudo o que você fez contra mim na prisão. Só quero saber: o que você fez com a minha filha?
Ou, mais exatamente, o que o Januário mandou você fazer com a minha filha?
Helena secou as lágrimas com força e abaixou a cabeça, arrependida: — O secretário Januário subornou uma guarda do nosso pavilhão, chamada Vanessa Han. Ele pediu para ela trazer um remédio para dentro do pavilhão em segredo e me entregar durante o banho de sol...
Parecia que uma pedra enorme caiu no coração de Vânia: — Que remédio?!
Helena balançou a cabeça confusa: — Não sei... era um tubo descartável de plástico, parecido com os de colírio. O remédio não tinha cor e nem cheiro. A Vanessa mandou eu misturar na sua comida ou no seu copo de água todos os dias. Então... eu comecei a agir de um jeito amigável para achar uma chance de chegar perto de você.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Traída pelo Marido e pela Melhor Amiga: De Volta para Se Vingar na Elite