Logo, Cesar chegou com dois seguranças pessoais de Sandro, pisando em Kay e dominando-o no local.
Cesar observou com atenção a expressão do presidente. Vendo que ele continuava calmo, relaxou:
— Diretor Dourado, o segundo jovem mestre já chegou e está lá embaixo com a Srta. Monteiro. Fique tranquilo.
— Certo.
O braço longo de Sandro envolveu a cintura fina de Vânia. Seus olhos eram fundos e frios: — Arrastem-no para fora e fiquem de olho. A Srta. Viana tem algo para dizer a esta mulher a sós.
— Sim, diretor Dourado.
Com um aceno de Cesar, os dois seguranças arrastaram Kay para fora como se fosse um cachorro morto.
A porta não fechava mais.
O vento frio da noite de inverno entrava zunindo, congelando Helena, que se escondia no canto, tremendo como uma codorna.
Mas para Vânia, cujo coração já estava totalmente frio, esse frio cortante a deixava muito lúcida.
Sandro tirou o casaco preto de caxemira e colocou-o nos ombros de Vânia com gentileza, fechando a gola para ela de forma atenciosa.
Mas no segundo seguinte, o homem olhou para Helena de cima com os olhos cruéis e sem calor, uma escuridão impenetrável.
Tão ardente quanto o fogo das profundezas, tão gélido quanto o vento polar.
Esse era Sandro Dourado.
— Quem... quem são vocês? — Muitas coisas aconteceram de uma vez e Helena ficou totalmente confusa.
Sandro abaixou os olhos. Não queria perder tempo falando com aquela mulher desprezível.
Na frente dela, o homem parecia um deus que tratava tudo como insignificante.
— Este é o diretor Dourado do Grupo Dourado.

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