Embora seu comportamento de agora há pouco tivesse sido um pouco presunçoso, Helena Castro ainda estava surpresa.
Ele não tinha uma mansão na Cidade N?
Por que estava hospedado num hotel?
Edivaldo Serra parecia ter lido sua dúvida através de seu olhar, e explicou de forma muito casual: — A casa está em reforma.
Helena soltou um "ah".
Em seguida, esfregou o nariz, um pouco desconfortável.
Na verdade, ele não precisava explicar nada disso a ela.
Assim como hoje à noite, ele poderia muito bem não ter se importado com ela.
Afinal, a relação deles era apenas de amigos de amigos.
Os dois entraram no elevador juntos, e Edivaldo perguntou em qual andar ela estava.
— No 18º.
Edivaldo apertou o botão para ela.
Ele estava no 27º andar, na suíte presidencial.
Quando o elevador estava quase chegando ao 18º andar, Edivaldo perguntou de repente: — Quer comer uma sobremesa?
A pergunta foi tão repentina que Helena não conseguiu reagir a tempo, e apenas assentiu instintivamente.
— Então vamos direto para o meu quarto.
Mas, não seria um pouco tarde?
O problema era que ela já tinha aceitado, e agora parecia um pouco tarde para voltar atrás.
Esquece, se ela recusasse agora, só pareceria estranha.
Noventa por cento das vezes que Helena vinha à Cidade N, ela se hospedava no andar executivo deste hotel.
Esta era a primeira vez que ela entrava numa suíte presidencial.
Realmente... era bem luxuoso.
Tinha até uma cozinha.
Após Edivaldo entrar e largar o casaco, ele foi para a cozinha.
Não demorou muito para ele sair trazendo algumas porções de sobremesa.
Pelas datas, todas eram frescas.
Ela se lembrava de Edivaldo ter dito que gostava de doces, mas não imaginava que o vício chegasse a esse ponto, a ponto de manter um estoque sempre pronto até mesmo num hotel.
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