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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 939

Rui sentiu um frio na espinha de repente.

Ele não precisava nem virar a cabeça para saber quem estava chegando.

Nina deu a volta e parou na frente dele, com o rosto cheio de sorrisos: — Rui, chegou e nem veio dar um oi?

Rui forçou um sorriso: — É que a senhorita Nina está tão linda hoje que, por um momento, nem a reconheci.

Nina ficou radiante com o elogio: — Como você é doce, Rui. Adoro ouvir você falar.

Rui sentiu que seu rosto ia congelar de tanto forçar o sorriso.

Comparado com Samuel, que estava radiante de sucesso naquele momento, eram dois extremos.

As bebidas de Rebeca esta noite foram todas tomadas por Samuel.

Na metade do banquete, ela não teve nem a chance de tocar em uma gota de álcool.

No começo, ela estava muito preocupada com a alergia dele, mas Samuel disse que já tinha tomado loratadina antes de vir.

Rebeca hesitou por um momento.

A razão pela qual ele tinha tanta experiência nisso era para proteger Beatriz da bebida.

O coração de Rebeca afundou lentamente.

Como esperado, quando o banquete terminou, Samuel estava bêbado.

Rebeca o ajudou a entrar no carro e planejava pedir ao motorista para levá-lo de volta para casa primeiro.

Só depois de abrir a boca é que percebeu que parecia não saber onde Samuel morava atualmente.

Ela olhou para o homem ao seu lado.

Ele estava muito bêbado.

Chamou-o duas vezes, mas não houve resposta. Ela só pôde estender a mão e dar tapinhas de leve no rosto dele: — Samuel, acorde. Você ainda não me disse onde mora.

Samuel murmurou algo inarticulado.

Rebeca não conseguiu ouvir direito e teve que aproximar o ouvido: — Onde?

Samuel não disse mais nada.

A respiração que exalava estava muito quente, fazendo Rebeca recuar instintivamente.

Ela suspirou e instruiu o motorista: — Vá para a família Batista primeiro.

A casa da família Batista não ficava no caminho, mas Rebeca ainda pediu ao motorista que fizesse um desvio.

Antiga casa.

Essas duas palavras fizeram o coração de Rebeca doer.

Antes, ela também considerava aquele lugar como sua casa, o lugar onde viveria pelo resto da vida.

Por isso, ela se dedicou tanto à decoração.

Desde vê-la passar de um esqueleto de concreto até o acabamento final, comunicando-se repetidas vezes com a equipe de construção. Cada detalhe ali dentro estava impregnado com seu suor e sangue.

Naquela época, ela estava tão ocupada que não tinha tempo nem para dormir, mas seu coração estava pleno.

Porque havia esperança.

Ninguém sabia o quanto ela ficou emocionada quando Samuel deu a ela total autoridade para reformar a casa.

Até Helena disse na época: "Ao fazer isso, ele está reconhecendo seu status e, com certeza, planeja se casar com você."

Ela também pensava assim.

Ela realmente pensava assim.

Aquela dor profunda transbordou de seu coração. Rebeca virou o rosto, franziu a testa e até seu tom de voz esfriou: — Sentindo saudade do quê? Foi você mesmo quem a destruiu.

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