Assim que a celebração terminou, o Reitor Sampaio puxou Samuel para conversar.
A mente dele estava toda em Rebeca. Ao vê-la se levantar para sair, ele quis chamá-la, mas o Reitor Sampaio o distraiu com outra frase.
Logo após responder algumas poucas palavras, viu Israel alcançando Rebeca.
Ele franziu a testa, não se importou mais com a conversa do Reitor Sampaio e disse diretamente: — Desculpe, Reitor Sampaio, eu tenho um compromisso e preciso ir. Conversamos outro dia, quando tivermos tempo.
Depois de dizer isso, saiu correndo atrás dela, com medo de se atrasar.
No passado, ele já havia se atrasado um passo.
Desta vez, de jeito nenhum poderia ficar para trás.
— Rebeca.
Israel tinha saído logo atrás de Rebeca, e conseguiu chamá-la antes que ela cruzasse o portão da escola.
Rebeca parou e olhou para trás.
— Podemos conversar a sós? — Israel perguntou em busca de aprovação.
Rebeca foi muito sincera com ele: — Se for sobre trabalho, a qualquer momento, qualquer outra coisa, esqueça.
A recusa dela fez o coração de Israel afundar, e ele perguntou sobre a dúvida que o corroía: — É por causa do Samuel?
Rebeca não respondeu a essa pergunta.
— Todos esses anos, você esteve esperando por ele?
O olhar de Rebeca ao encará-lo era calmo, tranquilo.
Ela respondeu à pergunta dele com muita seriedade: — Não.
— Eu não estou esperando por ninguém.
Ao longo desses anos, ela também esperava encontrar alguém que fizesse seu coração bater mais forte.
Porém, para seu arrependimento, nunca encontrou.
Era verdade que havia vários homens de qualidade ao redor dela demonstrando interesse.
Mas, no fim, sempre faltava um pouquinho de sorte.
Assim como ela e Israel.
Ela havia balançado, e esteve pronta para seguir o conselho de Helena de abraçar uma nova vida, uma nova floresta.
Infelizmente, ainda assim, perderam a chance.
No fim das contas, ela parecia ter se acostumado a perder a chance com todo mundo.
Apenas seguia em seu próprio ritmo, um passo de cada vez.
As pessoas ao seu redor vinham e iam, como em um carrossel.
Mas ela nunca mais parara por ninguém.
Incluindo Samuel.
— Mas agorinha mesmo você claramente...
Depois de despistá-los, ele correu para fora, mas ao chegar ao portão da escola, onde estava Rebeca?
Até o carro dela havia sumido.
Provavelmente já tinha ido embora.
Naquele momento, ele sentiu uma decepção indescritível no peito.
A cabeça cheia de pensamentos soltos.
Será que ela tinha ido embora com Israel?
Por milagre, a "guarda-costas exclusiva" dela não estava presente hoje, mas ela acabou sendo levada pelo Israel, que apareceu de repente.
O coração de Samuel estava inundado de uma decepção inexplicável.
Mas ele não desanimou, pegou o celular e ligou para Rebeca.
A ligação chamou, mas ninguém atendeu.
A motorista, Liliana, estava de pé ao lado do carro, dando-lhe um sorriso bobo.
Samuel franziu a testa, sem entender por que ela sorria daquele jeito.
Liliana então simplesmente abriu a porta do banco de trás.
O som de um toque de celular veio de dentro do carro...
Os passos de Samuel pararam de repente.

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