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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 912

Era uma temperatura incrivelmente reconfortante.

Um suspiro escapou de sua garganta. Suas pálpebras estavam tão pesadas que ela nem queria abrir os olhos.

— Como a febre subiu tanto? Já tomou antitérmico?

Para ter certeza, Samuel Batista tirou um termômetro da sacola que trazia consigo e mediu a temperatura dela.

Trinta e nove vírgula dois.

A voz de Rebeca Ribeiro soou fraca por causa da febre.

— Não tomei. Só tinha remédio comum para gripe em casa.

Mesmo ardendo em febre, seu rosto estava pálido como cera. Até os lábios haviam perdido a cor.

— Quer que eu te leve ao hospital? — Ele perguntou, pedindo permissão.

Ele sabia muito bem o quanto Rebeca Ribeiro detestava hospitais.

Provavelmente porque, desde o ensino médio, passava a vida em hospitais cuidando de Klara Rocha. Isso a traumatizou.

Sempre sentia que aquele lugar iria "roubar" a mãe dela a qualquer instante.

Como esperado, ela balançou a cabeça em recusa.

— É só uma gripe. Vou ficar bem depois de dormir um pouco.

— Você acha que é feita de ferro? — Samuel Batista estava sem saída com a teimosia dela.

Mas justamente por conhecer essa resistência, ele já tinha vindo preparado.

Na sacola, havia medicamentos específicos que ele havia pegado no hospital, além de uma caixa de analgésicos.

— Deite-se. Vou pegar água para você. — Samuel Batista estendeu a mão para ajudá-la.

Rebeca Ribeiro tentou empurrá-lo, mas a fraqueza da doença fez com que o próprio impacto a fizesse cambalear.

Segurando a cabeça dolorida, ela perguntou:

— O que você está fazendo aqui?

— Marina Domingos me avisou que você estava doente. — Samuel Batista decidiu falar a verdade.

Traidorazinha.

Rebeca Ribeiro a xingou mentalmente. Olhou para a porta e disparou:

— E como você sabia a senha?

— Você mesma me disse ontem. — explicou Samuel Batista.

— Quando te trouxe para casa, você me falou a senha com todas as letras.

Rebeca Ribeiro ficou sem palavras.

Em dois segundos, o exaustor foi ligado.

O som da água corrente e da faca cortando legumes criou um ruído branco estranhamente reconfortante. Aquilo trouxe a Rebeca Ribeiro uma rara sensação de paz.

Sua mente exausta relaxou, e ela adormeceu novamente.

Não soube quanto tempo se passou até sentir o sofá afundar ao seu lado.

Ela ergueu as pálpebras pesadas.

— Levante-se. Beba um pouco desse chá de amora com açúcar mascavo. — Ele a ajudou a sentar, colocando uma almofada nas costas dela para garantir seu conforto.

Ele pegou uma colher cheia, soprou delicadamente e, quando estava na temperatura ideal, levou-a aos lábios dela.

Ainda febril e com a boca extremamente seca, Rebeca Ribeiro não recusou. Abriu a boca e tomou o caldo.

O sabor agridoce era indescritivelmente bom.

Mas, pelo que se lembrava, Samuel Batista nunca havia preparado aquela bebida na vida.

Curiosa, ela perguntou:

— Aprendeu a fazer agora?

— Sim. Aprendi com a Dra. Nunes. Ela disse que a amora melhora a circulação e o açúcar mascavo aquece o útero, ajudando a aliviar as cólicas menstruais.

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