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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 839

Pessoas bêbadas costumam ser muito honestas.

E Rebeca não foi exceção.

Ela assentiu, com toda a franqueza do mundo:

— Quero.

— Então eu deixo você beijar. Pode ser?

Rebeca esticou o pescoço, mas percebeu que não conseguia alcançá-lo.

Frustrada, ela reclamou:

— Não alcanço.

Samuel segurou os ombros dela com firmeza e inclinou a cabeça para baixo.

Até que a ponta do nariz dele tocou a dela.

A intimidade era absoluta.

Quando ele falou, sua respiração quente bateu diretamente no rosto dela, fazendo o ar ao redor transbordar de malícia e desejo.

— E assim? — ele perguntou.

A testa franzida de Rebeca finalmente relaxou.

— Agora dá.

Ela inclinou a cabeça ligeiramente para trás e selou seus lábios nos dele.

Fosse por falta de prática ou por causa do álcool, seu beijo foi superficial e incrivelmente leve.

Como se estivesse provando um doce.

Samuel, é claro, não estava satisfeito com um beijo tão inocente.

Mas não ousava ir além, com medo de quebrar aquele feitiço maravilhoso.

Então, ele fez o possível para parecer calmo, deixando que Rebeca o beijasse no próprio ritmo.

Apenas a sua respiração subitamente pesada e a mão esquerda apertando o estofado do banco com tanta força que as veias saltavam revelavam o que ele realmente estava sentindo.

Não se sabe se por coincidência ou de propósito, mas a boca de Samuel tinha um sabor suave de menta que a deixou viciada.

O problema era que ficar com o pescoço esticado a estava deixando exausta.

Irritada, ela soltou os lábios dele. Sua voz soou dengosa, como quem faz manha:

— Estou cansada. Você não pode tomar a iniciativa um pouco?

No segundo seguinte, antes que Rebeca pudesse ter qualquer reação...

A mão grande de Samuel agarrou sua cintura fina, puxando-a para cima, e ele desceu a cabeça para tomar os lábios dela com violência...

Tão ardente.

Tão intenso.

Involuntariamente, Rebeca passou os braços ao redor do pescoço dele, mantendo o rosto erguido para ser beijada com submissão.

Seu corpo tremia, acompanhando o ritmo do beijo, numa tentação puramente instintiva.

Foi um convite silencioso.

Ele não exigiu mais respostas e apenas a invadiu, tomando tudo para si.

O ar rarefeito se misturou com o fogo do toque. Samuel degustava o sabor dela, pressionando-se contra a sua boca sem nenhuma intenção de recuar.

O suor quente que brotava da pele dela a deixava ainda mais macia e úmida, agindo como um afrodisíaco natural.

A textura era como seda da mais alta qualidade.

Um simples toque enviava arrepios pelo corpo todo.

Rebeca oscilava entre o prazer e a ânsia de querer mais.

Sua boca estava saciada.

Mas, por dentro, o vazio parecia ainda maior.

Samuel sentia o desejo dela. Sabia perfeitamente o que ela queria.

Ele a ergueu pela cintura e a fez sentar com as pernas separadas em seu colo.

Ergueu a cabeça e a beijou de novo, explorando cada milímetro de sua boca.

A barra do vestido foi puxada para cima. A palma quente da mão dele pressionou a curva da lombar dela...

Guiado pela memória do corpo que conhecia tão bem, Samuel assumiu o controle absoluto.

Ele sabia exatamente quando avançar e quando recuar.

Rebeca sentiu-se jogada num mar de chamas, com cada célula de seu corpo gritando em êxtase.

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