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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 837

Rebeca Ribeiro olhou para cima, encarando o homem.

Ele estava contra a luz. Seu rosto de traços marcantes mergulhava na escuridão, tornando impossível ver sua expressão com clareza.

Ainda assim, Rebeca murmurou o nome dele:

— Samuel Batista, você não tinha ido embora?

O álcool subira à cabeça. Agachada no chão, seu corpo balançava levemente, fora de controle.

Em sua visão embaçada, os feixes de luz atrás dele também oscilavam e flutuavam sem parar.

— Você queria que eu fosse? — Samuel cravou os olhos nas bochechas dela, coradas pela bebida, e seu olhar se tornou mais ardente.

Rebeca franziu a testa, parecendo angustiada.

Como se essa fosse uma pergunta muito difícil de responder.

Samuel decidiu mudar a abordagem.

— Então, você queria que eu ficasse?

Rebeca continuou com a mesma expressão confusa.

— Não sei.

Os lábios de Samuel se curvaram em um sorriso sutil.

— Vou considerar isso como um sim.

Não muito longe dali, fogos de artifício começaram a estourar, iluminando o céu noturno em tons de azul profundo.

Atraída pelo barulho, Rebeca virou a cabeça para olhar.

Não importava quantas vezes visse, ela sempre ficava maravilhada com a queima de fogos de Porto Sossego.

Aproveitando o momento, Samuel perguntou:

— Quer ir ver os fogos?

Rebeca assentiu, honesta.

— Vem comigo. — Ele estendeu a mão para ela.

O olhar de Rebeca parou apenas por um segundo no curativo que cobria o machucado na mão dele, antes de levantar a sua e segurá-la.

Do outro lado, Alexandre Castro já tinha buscado o carro, mas não conseguia encontrar Rebeca em lugar nenhum. Só lhe restava ligar para ela.

O telefone tocou por muito tempo, mas ninguém atendeu.

Alexandre já estava pensando se deveria acionar seus homens para procurá-la, quando recebeu uma ligação de Cassio Almeida.

— Não precisa seguir a Rebeca hoje à noite. Pode dispensar os outros também. — ordenou Cassio.

Alexandre sempre obedecia às ordens dele sem questionar.

— Entendido.

No hospital, Cassio desligou o telefone e olhou para Joel Almeida, que estava sentado ao lado de sua cama.

Anos atrás, a família Almeida era apenas uma linhagem da aristocracia em decadência.

O pai deles, Darilo Almeida, para reerguer o nome da família, casou-se com Melissa Rocha, a socialite número um da Cidade H na época, dona de uma beleza e de um histórico familiar impecáveis.

Após o casamento, usando os recursos e a influência da família Rocha, ele não apenas salvou a família Almeida da ruína, mas a transformou em um verdadeiro império.

Isso poderia ter sido uma bela história de amor.

Mas, junto com a ambição, Darilo também tinha a pior das naturezas masculinas.

Homens ficam piores quando ganham dinheiro.

Ele não foi exceção.

Assim que se estabilizou e consolidou seu poder, revelou sua verdadeira face, passando a negligenciar a esposa e a pular de cama em cama.

O golpe final veio quando Melissa estava grávida de Cassio. Darilo trouxe uma mulher de fora e exigiu casar-se com ela como segunda esposa.

Naquela época, na Cidade H, a lei da monogamia ainda não era levada a sério.

Nem mesmo as ameaças de suicídio de Melissa conseguiram impedir que a amante entrasse pela porta da frente.

O casamento dos dois foi ainda mais luxuoso do que o primeiro.

Cassio nasceu exatamente na noite em que Darilo celebrava suas segundas núpcias.

Foi um parto muito difícil.

O médico ligou para Darilo, perguntando se deviam salvar a mãe ou o bebê.

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