O sorriso protocolar no rosto de Roberta Lobato congelou instantaneamente, parecendo rachar.
A situação de Isis ao seu lado não era muito melhor.
— Diretor Neto, o senhor deve ter cometido um engano...
O Diretor Neto informou as duas solenemente:
— Embora a LAU nunca tenha divulgado publicamente a identidade do proprietário, se tivessem feito uma pesquisa de marca, teriam descoberto. A dona da LAU é, de fato, a senhora Helena Castro.
Roberta Lobato e Isis praticamente fugiram do escritório.
Ao saírem da LAU, a expressão de ambas era péssima.
Roberta Lobato estava furiosa:
— Como você fez essa pesquisa? Por que não descobriu que a dona da LAU era Helena Castro? Você me fez passar uma vergonha enorme!
Isis também se sentiu injustiçada:
— Para concluir todo o processo de levantamento levaria pelo menos um mês. Foi você quem não quis esperar e insistiu em vir hoje...
— Você ainda está me culpando? — Roberta Lobato arregalou os olhos.
Isis não ousou dizer mais nada.
Além disso, quem poderia imaginar que Helena Castro seria a dona da LAU?
Roberta Lobato, sem ter onde descarregar sua fúria, chutou o pneu do carro:
— Que sorte maldita ela teve? Como conseguiu abrir uma empresa sozinha? E uma empresa tão grande!
— Com certeza foi às custas do Diretor Cruz. — Opinou Isis.
Roberta Lobato pensava o mesmo, e por isso seu ciúme era ainda maior.
Isis aproveitou a oportunidade para guiá-la:
— Depois peça ao Diretor Cruz para te ajudar também. Quando você se tornar o próprio capital, as celebridades do momento serão apenas marionetes em suas mãos.
Roberta Lobato sentiu-se tentada.
No caminho de volta, ela planejava mentalmente como usar os recursos de Filipe Cruz para se tornar superior a todos.
Antes que pudesse pensar em um plano, Isis, que navegava na internet, gritou de repente.
Roberta Lobato franziu a testa, repreendendo-a:
— Por que todo esse escândalo?
Isis, com o rosto sem cor, disse:
— Aconteceu uma desgraça!
Isis trabalhava no ramo há quase vinte anos e já vira de tudo.
Para ela perder a compostura dessa forma, o problema devia ser grande.
Roberta Lobato pegou o celular da mão dela imediatamente e sua expressão congelou.
— Como pode ser?
— Quem postou isso?
Helena Castro, após comer a sobremesa típica que tanto desejava, recostou-se satisfeita no pufe e suspirou confortavelmente.
A vida longe daquele homem lixo era maravilhosa demais.
Ao seu lado, Rebeca Ribeiro mal havia tocado na comida e olhava para o celular a todo momento.
Helena Castro virou a cabeça, curiosa:
— O que foi? Esperando a ligação de alguém?
— Não, nada.
Ela estreitou os olhos:
— Está escrito na sua cara e você ainda nega.
Rebeca Ribeiro sentiu-se culpada e tocou o próprio rosto inconscientemente.
Helena Castro estalou a língua:
— Não me diga que está esperando uma ligação do Samuel.
Rebeca Ribeiro suspirou:
— Ele tem me evitado ultimamente. Não atende ligações, não responde mensagens e não dá notícias nem por meio de terceiros.
Isso despertou a curiosidade de Helena Castro:
— Por que ele está te evitando? Fez alguma coisa vergonhosa para ter que se esconder?

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