Antes de entrar no carro, Filipe Cruz enviou uma mensagem para Helena Castro.
Embora não tivesse certeza se Helena Castro havia bloqueado seu número novamente.
Helena Castro estava, naquele momento, comendo em uma doceria com Rebeca Ribeiro.
Era um hábito dela.
Quando estava de mau humor, gostava de comer doces.
Por isso, Rebeca Ribeiro a levou especialmente àquela doceria.
Quando ela estava na terceira sobremesa, o celular tocou.
Era uma mensagem de texto de Filipe Cruz.
Ao ver o número, Helena Castro lembrou-se de que havia esquecido de bloqueá-lo novamente.
Antes de abrir, disse a Rebeca Ribeiro:
— Mensagem do Idiota Cruz. O que será que ele está vomitando agora?
Ela abriu, passou os olhos e disse:
— Como previsto, só besteira!
Rebeca Ribeiro perguntou:
— O que diz?
Helena Castro leu em voz alta:
— "Roberta Lobato nunca foi o problema entre nós. Se você quiser, transfiro imediatamente cinco por cento das ações do Grupo Cruz para o seu nome. O assunto do divórcio termina aqui, e ninguém toca mais nesse assunto."
Rebeca Ribeiro comentou:
— Realmente, só besteira!
Cinco por cento das ações era, de fato, muito dinheiro, o suficiente para comprar muitas pessoas.
Mas ele conhecia Helena Castro muito mal.
Menos até do que Rebeca Ribeiro a conhecia.
A vida ideal de Helena Castro sempre foi ser uma dondoca despreocupada, desde que tivesse dinheiro suficiente para gastar.
A condição que ele achava tentadora, aos olhos de Helena Castro, não valia um centavo.
Helena Castro largou a colher de sobremesa e digitou rapidamente uma linha de resposta para Filipe Cruz.
Em seguida, com um movimento fluido, bloqueou o número dele novamente.
Por fim, bloqueou a tela do celular e voltou a comer sua sobremesa em paz.
[Se é doente, vá se tratar. Se não tem cura, morra. Não me enche!]
O coração de Roberta Lobato relaxou e, ao mesmo tempo, um sorriso imperceptível surgiu em seus lábios.
Sua prima continuava, como sempre, sem entender os homens.
Que homem gostaria desse temperamento explosivo dela?
Agindo assim, ela só empurrava Filipe Cruz para mais longe.
Claro, isso era exatamente o que Roberta Lobato mais queria ver, para que pudesse aproveitar a oportunidade.
— Primo, não fique bravo com a prima. Ela sempre falou sem pensar desde pequena. Deu muita dor de cabeça para o meu pai. Na escola, os professores viviam chamando os pais. Depois que meu pai foi um pouco mais rigoroso na educação dela, ela começou a odiá-lo, dizendo por aí que ele a tratava mal. É bem complicado.
— No fim das contas, foi meu pai que não soube ensiná-la.
Filipe Cruz franziu a testa:
— É um problema de personalidade dela. Vocês fizeram o que puderam.
— A prima parece estar realmente brava dessa vez. Que tal você ficar na Cidade G para tentar acalmá-la? Eu volto sozinha. — Disse Roberta Lobato, com um tom compreensivo.
Assim que ela terminou de falar, Isis, sentada no banco da frente, disse preocupada:
— Mas na Cidade N há muitos repórteres de plantão no aeroporto. Sem o Diretor Cruz, eles com certeza vão dificultar as coisas para você.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta