Ao ver Rebeca Ribeiro, ele tentou instintivamente se levantar.
— Fique deitado. — disse Rebeca Ribeiro.
Devido à febre, a voz de Samuel Batista estava muito rouca.
Ele perguntou a Rebeca Ribeiro:
— Você me procurou por algum motivo?
— Anos atrás, quando fui sequestrada na Cidade H, foi você quem me salvou? — Rebeca Ribeiro não fez rodeios e perguntou diretamente.
Samuel Batista apertou os lábios antes de assentir.
— Sim.
— Então por que não disse antes?
Ela o havia sondado mais de uma vez depois do ocorrido.
Suas perguntas foram respondidas com o silêncio de Samuel Batista.
Rebeca Ribeiro percebeu que ele não queria responder àquela pergunta, então parou de insistir.
A resposta já não importava mais.
Ela estava apenas confirmando.
— Eu te devo um favor por isso. Se precisar de algo no futuro, pode pedir, eu não vou recusar. — Rebeca Ribeiro deixou clara sua atitude. — Além disso, este cheque é para você, para pagar a ajuda que você deu a mim e à VerdaVita anteriormente.
Ela se referia ao aluguel do escritório e ao investimento de cem milhões de Tereza Alves.
— Embora falar de dinheiro seja vulgar, é a única coisa que posso oferecer agora.
O subtexto também era óbvio.
O rosto de Samuel Batista mostrava desolação, com um sorriso pálido e melancólico.
— Você está traçando uma linha divisória comigo?
Ele olhou nos olhos dela.
Tão bonitos, mas tão frios.
Completamente diferentes dele, que estava imerso em sentimentos.
— Só não quero que você perturbe minha vida pacífica. — Rebeca Ribeiro foi muito franca.
No instante em que ela disse essa frase, Samuel Batista sentiu uma dor terrível no coração.
— A culpa é minha. — A voz de Samuel Batista baixou, tornando-se completamente humilde.
Ele estendeu a mão, tentando segurar a mão de Rebeca Ribeiro.
Mas ela se afastou, olhando-o com um olhar distante.
Não se sabia se era por causa da febre ou não, mas os olhos dele estavam vermelhos.


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