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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 761

Rebeca Ribeiro estava prestes a resistir.

Passos soaram novamente do lado de fora.

— Foi para este lado! Procurem depressa!

— Como ousam chutar a segunda senhorita da família Martins na piscina! Quando pegarmos o culpado, vai direto para a delegacia!

Rebeca Ribeiro não ousou se mover.

Isso, no entanto, facilitou as coisas para Samuel Batista.

Ele abaixou a cabeça, enterrando o rosto no pescoço exposto de Rebeca Ribeiro.

Aquela era uma zona sensível para ela.

A respiração quente dele batia contra sua pele, fazendo Rebeca Ribeiro estremecer por inteiro.

— Me solta!

Com medo de alertar os seguranças lá fora, Rebeca Ribeiro só pôde cerrar os dentes e sussurrar o aviso.

Samuel Batista tornou-se ainda mais audacioso.

Não só não a soltou, como também passou a ponta da língua pela pele que tremia.

A mente de Rebeca Ribeiro explodiu, como se algo tivesse detonado dentro dela.

— Você bebeu demais, pare com essa loucura!

— É justamente por ter bebido que te desejo tanto.

O álcool deixava a voz dele rouca.

Apertando a cintura dela com força, Samuel Batista a beijou nos lábios sem qualquer escrúpulo.

O beijo não teve nada de gentil.

Ele era como um invasor agressivo, interessado apenas em conquistar o território.

O instinto de Rebeca Ribeiro foi abrir a boca para impedir aquela loucura.

Mas assim que ela abriu os lábios, ele aproveitou para invadir, entrelaçando sua língua com a dela.

Rebeca Ribeiro sentiu-se tonta com o beijo; a falta de ar era uma sensação estranha e ao mesmo tempo familiar.

Ela sentia a raiz da língua dormente, e seu corpo estava em tensão extrema.

Lá fora, os seguranças continuavam a busca.

Lá dentro, o entrelaçamento ardia como fogo.

Uma camada fina de suor cobriu as costas de Rebeca Ribeiro.

O frio da parede roçando em suas costas nuas trouxe sua razão de volta.

Rebeca Ribeiro abriu a boca e, no momento em que Samuel Batista avançava sem controle, mordeu com força.

Acompanhado por um gemido abafado do homem, o gosto de sangue se espalhou na boca.

Ele se afastou apenas um pouco, mas continuou a mantê-la presa em seus braços.

Nem mordidas nem arranhões podiam pará-lo.

Ele se inclinou novamente e beijou os lábios dela com peso.

A força era bruta, machucando-a.

Rebeca Ribeiro batia nele.

Mas quanto mais ela batia, mais louco Samuel Batista ficava.

O beijo se aprofundava, tornando-se cada vez mais selvagem.

Só quando Rebeca Ribeiro estava à beira da asfixia é que ele parou.

Rebeca Ribeiro ofegava, puxando o ar com força.

Samuel Batista chupou os lábios dela suavemente, suavizando a voz como se estivesse implorando: — Rebeca Ribeiro, vamos voltar a ser como antes, por favor?

Rebeca Ribeiro virou o rosto, evitando-o diretamente, com um tom gelado: — Impossível.

— Por que impossível? Você disse que me amava, nós... — Samuel Batista estava ansioso.

Rebeca Ribeiro o interrompeu com impaciência: — Naquela época eu ainda te amava, mas agora não amo mais, por isso é impossível.

Aquela foi a primeira vez que Samuel Batista sentiu, de forma direta, a indiferença e o desapego de Rebeca Ribeiro.

Ele perdeu instantaneamente toda a força e seus meios.

Todo o seu ser foi preenchido por uma sensação de impotência.

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