Rebeca Ribeiro estava prestes a resistir.
Passos soaram novamente do lado de fora.
— Foi para este lado! Procurem depressa!
— Como ousam chutar a segunda senhorita da família Martins na piscina! Quando pegarmos o culpado, vai direto para a delegacia!
Rebeca Ribeiro não ousou se mover.
Isso, no entanto, facilitou as coisas para Samuel Batista.
Ele abaixou a cabeça, enterrando o rosto no pescoço exposto de Rebeca Ribeiro.
Aquela era uma zona sensível para ela.
A respiração quente dele batia contra sua pele, fazendo Rebeca Ribeiro estremecer por inteiro.
— Me solta!
Com medo de alertar os seguranças lá fora, Rebeca Ribeiro só pôde cerrar os dentes e sussurrar o aviso.
Samuel Batista tornou-se ainda mais audacioso.
Não só não a soltou, como também passou a ponta da língua pela pele que tremia.
A mente de Rebeca Ribeiro explodiu, como se algo tivesse detonado dentro dela.
— Você bebeu demais, pare com essa loucura!
— É justamente por ter bebido que te desejo tanto.
O álcool deixava a voz dele rouca.
Apertando a cintura dela com força, Samuel Batista a beijou nos lábios sem qualquer escrúpulo.
O beijo não teve nada de gentil.
Ele era como um invasor agressivo, interessado apenas em conquistar o território.
O instinto de Rebeca Ribeiro foi abrir a boca para impedir aquela loucura.
Mas assim que ela abriu os lábios, ele aproveitou para invadir, entrelaçando sua língua com a dela.
Rebeca Ribeiro sentiu-se tonta com o beijo; a falta de ar era uma sensação estranha e ao mesmo tempo familiar.
Ela sentia a raiz da língua dormente, e seu corpo estava em tensão extrema.
Lá fora, os seguranças continuavam a busca.
Lá dentro, o entrelaçamento ardia como fogo.
Uma camada fina de suor cobriu as costas de Rebeca Ribeiro.
O frio da parede roçando em suas costas nuas trouxe sua razão de volta.
Rebeca Ribeiro abriu a boca e, no momento em que Samuel Batista avançava sem controle, mordeu com força.
Acompanhado por um gemido abafado do homem, o gosto de sangue se espalhou na boca.
Ele se afastou apenas um pouco, mas continuou a mantê-la presa em seus braços.
Nem mordidas nem arranhões podiam pará-lo.
Ele se inclinou novamente e beijou os lábios dela com peso.
A força era bruta, machucando-a.
Rebeca Ribeiro batia nele.
Mas quanto mais ela batia, mais louco Samuel Batista ficava.
O beijo se aprofundava, tornando-se cada vez mais selvagem.
Só quando Rebeca Ribeiro estava à beira da asfixia é que ele parou.
Rebeca Ribeiro ofegava, puxando o ar com força.
Samuel Batista chupou os lábios dela suavemente, suavizando a voz como se estivesse implorando: — Rebeca Ribeiro, vamos voltar a ser como antes, por favor?
Rebeca Ribeiro virou o rosto, evitando-o diretamente, com um tom gelado: — Impossível.
— Por que impossível? Você disse que me amava, nós... — Samuel Batista estava ansioso.
Rebeca Ribeiro o interrompeu com impaciência: — Naquela época eu ainda te amava, mas agora não amo mais, por isso é impossível.
Aquela foi a primeira vez que Samuel Batista sentiu, de forma direta, a indiferença e o desapego de Rebeca Ribeiro.
Ele perdeu instantaneamente toda a força e seus meios.
Todo o seu ser foi preenchido por uma sensação de impotência.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta