Assim que Isaque Farias saiu, Filipe Cruz chegou.
Nesses três dias, ele também veio todos os dias.
Mas ele não entrava no quarto, provavelmente sabendo que Helena Castro não queria vê-lo.
Toda vez que vinha, trazia suplementos nutricionais e se informava com o médico sobre a situação dela.
Depois, sentava-se do lado de fora por um tempo antes de ir embora.
Quanto às coisas que ele trazia, todas acabavam no lixo.
Filipe Cruz sabia disso.
Mas ele continuava trazendo pontualmente todos os dias, sem se importar com o destino que Helena Castro daria a elas.
Rebeca Ribeiro, preocupada que o humor de Helena Castro fosse afetado, disse:
— Eu vou falar com ele.
— Rebeca, deixe que eu mesma faça isso. — Helena Castro deu um tapinha na mão de Rebeca Ribeiro. — Eu não sou tão frágil assim.
Filipe Cruz, como antes, entregou as coisas que trouxe para a cuidadora.
Eram todos produtos caros para repor energias e fortalecer o sangue.
A cuidadora ficou um pouco constrangida.
— A Srta. Castro não aceita. Tudo o que o senhor trouxe antes foi jogado no lixo. Talvez seja melhor o senhor levar de volta, é um desperdício jogar fora, são coisas caras.
— Não. Deixe que ela faça o que quiser. — Filipe Cruz entregou as coisas para ela mesmo assim.
Em seguida, caminhou em direção ao escritório do médico.
O médico já estava acostumado com suas perguntas diárias sobre a condição de Helena Castro.
— Ela está se recuperando bem, mas o corpo ainda está um pouco fraco. Quando voltar para casa, precisará de repouso e boa alimentação. Embora tenha sido um aborto, a recuperação pós-cirúrgica não pode ser negligenciada.
— Quando ela terá alta?
O médico respondeu:
— Amanhã ela poderá ir para casa.
O coração de Filipe Cruz, suspenso por dias, finalmente relaxou um pouco.
Ele se despediu do médico e saiu, preparando-se para fazer o mesmo de antes: sentar-se do lado de fora do quarto de Helena Castro por um tempo antes de partir.
VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta