Amor?
Sinceramente, ela não achava que fosse.
Talvez fosse mais culpa, uma tentativa de fazer algo para compensá-la.
Mas ele não sabia que ela não precisava de nada daquilo.
Eram esforços inúteis.
Assim como os sete anos que ela dedicou no passado; sem nenhum significado.
...
Antes de Rebeca Ribeiro chegar em casa, recebeu uma ligação de Helena Castro.
O som de fundo era barulhento, parecia que ela estava festejando em algum bar.
Helena Castro gritou do outro lado:
— Rebeca, você voltou para a Cidade R? Se voltou, venha me encontrar! Estou no Clube Encanto!
Rebeca Ribeiro ficou muda.
Ela tinha uma certa alergia ao nome daquele clube.
Quando ia dizer algo, ouviu um homem flertando com Helena Castro na linha.
— Oi, gata, está sozinha? Vamos beber uma?
Helena Castro riu:
— Tem mais um aqui na barriga.
O homem soltou um "oh" e disse:
— Então fica mais interessante ainda.
Não se sabia se o charme do homem era grande demais ou o quê, mas Rebeca Ribeiro nem conseguiu falar antes de Helena Castro desligar.
Sem escolha, ela ordenou ao motorista que fosse para o Encanto.
Assim que entrou, alguém a chamou.
— Rebeca Ribeiro.
Rebeca Ribeiro virou-se, surpresa.
— Tereza, quando você chegou à Cidade R?
— Cheguei de manhã. — Disse Tereza Alves. — Sabia que você estava viajando, então não avisei. Não esperava que já tivesse voltado.
Rebeca Ribeiro explicou:
— Vim direto do aeroporto, vim buscar uma amiga.
Tereza Alves riu.
— Já que está aqui, beba uma comigo.
Tereza Alves era parceira da VerdaVita e havia ajudado muito na jornada empreendedora de Rebeca Ribeiro.

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