Durante o monitoramento, Flora confessou ao médico, um tanto culpada, que não havia tomado o sonífero na noite anterior.
O médico ficou atônito e perguntou: — Então você conseguiu dormir?
Flora assentiu. — Dormi! E dormi muito bem!
Isso surpreendeu o médico. — Esta é a primeira vez em cinco anos que você adormece espontaneamente sem depender de medicamentos calmantes.
O médico estava visivelmente emocionado.
Rebeca Ribeiro sabia que Flora tinha uma doença especial e precisava de medicação a longo prazo.
Mas ela não sabia que Flora não conseguia dormir sozinha e dependia de calmantes especiais para manter o sono.
Enquanto Flora foi se lavar, Rebeca Ribeiro pediu detalhes ao médico sobre a condição da menina.
O médico explicou a Rebeca Ribeiro que as ondas cerebrais de Flora eram diferentes das de uma pessoa normal.
Eram muito ativas, o que interferia em sua vida cotidiana.
Era algo semelhante à "doença dos gênios".
Isso fez com que Rebeca Ribeiro sentisse ainda mais pena de Flora.
— Senhorita Rocha, se possível, poderia colaborar conosco em um teste? Queremos saber se, ao ficar ao seu lado, Flora consegue dormir sem remédios.
— Claro.
Quando Rebeca Ribeiro e Flora desceram para o café da manhã, ela notou mudanças sutis na disposição da sala de estar.
Alguns vasos antigos que estavam lá antes haviam desaparecido.
Rebeca Ribeiro não pensou muito sobre isso e tomou café com Flora na sala de jantar.
Ouviu os empregados dizerem que Cassio Almeida não havia voltado na noite anterior.
Rebeca Ribeiro não perguntou nada.
Enquanto comia concentrada, duas empregadas que faziam a limpeza sussurravam no dialeto da Cidade G.
Provavelmente achavam que Rebeca Ribeiro não entendia, então não foram muito discretas.



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