Isso só fazia aquele prédio solitário parecer ainda mais desolado e decadente.
Marcos Batista continuava como antes, gostando de sentar no quintal para alimentar os peixes.
Após o incêndio na casa da família Batista, Marcos Batista contratou uma equipe para restaurar o layout original e voltou a morar lá.
Por isso, quando Rebeca Ribeiro abriu o portão e entrou, teve a ilusão de ter voltado no tempo.
Só quando viu os fios de cabelo branco na cabeça de Marcos Batista percebeu que não existe volta no tempo.
Marcos Batista ficou muito feliz com a visita dela.
Catia foi especialmente ao mercado comprar ingredientes e preparou vários pratos que Rebeca Ribeiro adorava.
Marcos Batista perguntou sobre os estudos de Rebeca Ribeiro.
— Originalmente, planejava voltar depois do mestrado, mas o orientador insistiu para que eu fizesse o doutorado direto, então fiquei mais dois anos.
— Se você tivesse optado por estudar fora naquela época, já teria seu doutorado. A família Batista atrasou você. — Disse Marcos Batista com culpa.
Rebeca Ribeiro apressou-se em explicar:
— Não, tio Marcos, não pense assim. Foi uma escolha minha, não tem nada a ver com os outros.
Talvez por um acordo tácito...
Ninguém mencionou Samuel Batista.
Como se fosse uma palavra proibida.
Talvez, muitos anos depois, ele acabe sendo esquecido.
Mais um ano se passou.
No dia em que Rebeca Ribeiro obteve seu doutorado, Edivaldo Serra e os outros voaram para o país M para fazer uma festa de comemoração.
Desta vez, até Helena Castro foi.
Rebeca Ribeiro estava de bom humor, serviu vinho para Helena Castro e planejava conversar a noite toda.
Mas Helena Castro disse que parou de beber.
Rebeca Ribeiro não acreditou nem por um segundo.
A maior bebum parou de beber?
Quem acreditaria nisso?
— Parei mesmo. — Helena Castro levantou um copo de suco de laranja. — Vou te acompanhar com isso.
Rebeca Ribeiro:
— ...
Deixa pra lá.


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