Rebeca Ribeiro não conhecia a pessoa, então não pensou muito nisso e continuou andando em direção ao salão.
Mas, assim que passou ao lado delas, a mulher que havia bufado antes falou com um tom sarcástico.
— Realmente, as aparências enganam. Quem diria que ela seria esse tipo de pessoa.
Outra concordou.
— Como você poderia saber? Ninguém anda com a palavra “sem-vergonha” escrita na testa.
— Quem sabe? Talvez a carreira dela hoje tenha sido construída com meios escusos. Que descarada.
Rebeca Ribeiro não sabia de quem elas estavam falando, então não deu atenção e continuou andando.
A voz das discussões delas ficou mais alta.
— Não é? Ouvi dizer que, para se agarrar a Samuel Batista, ela o drogou e subiu na cama dele. Nós nunca conseguiríamos usar táticas tão descaradas, por isso não temos o mesmo sucesso que ela.
— Gente de classe baixa é assim mesmo, não têm escrúpulos e são suficientemente sem-vergonha.
Rebeca Ribeiro já havia passado por esse tipo de fofoca antes.
Mas, naquela época, para manter a paz, ela tentava ao máximo engolir tudo.
E se consolava dizendo que quem não deve, não teme, e que a verdade prevaleceria.
Mas, pensando agora, todos vivem pela primeira vez. Por que ela deveria engolir o desaforo?
Então, ela se virou, caminhou diretamente até as mulheres e as encarou em silêncio.
— Vocês estão falando de mim?
As mulheres, que há pouco estavam sendo sarcásticas, ficaram intimidadas pela presença de Rebeca Ribeiro, e um traço de culpa apareceu em seus rostos.
De qualquer forma, com o status atual de Rebeca Ribeiro, elas não podiam se dar ao luxo de ofendê-la.
Uma delas mudou de expressão de repente, fingindo ser calorosa e gentil.
— Presidente Ribeiro, você entendeu mal. Não estávamos falando de você. Como ousaríamos falar de você?
O sorriso no rosto de Rebeca Ribeiro desapareceu lentamente, dando lugar a uma expressão de indiferença.
— Ah, é? Então de quem vocês estavam falando? Contem para mim também.
— Nós só… estávamos fofocando à toa…
As outras também começaram a gaguejar.



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