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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 669

Rebeca Ribeiro franziu levemente as sobrancelhas, incapaz de imaginar o motivo daquela ligação.

Após ponderar por três segundos, ela rejeitou a chamada.

Algumas conexões não precisavam mais existir.

Ela também não queria que seu bom humor da noite fosse arruinado por aquela ligação.

O vento frio levantou a barra de seu vestido mais uma vez, e Rebeca Ribeiro sentiu na pele o frio cortante daquele inverno que se aproximava.

Ela esperava que o carro do motorista chegasse logo.

Ela queria ir para casa e ter uma boa noite de sono.

Do outro lado.

Isaque Farias segurava um guarda-chuva sobre Samuel Batista, protegendo-o da chuva de inverno.

Samuel Batista pensou muito antes de fazer aquela ligação.

Mas no momento em que a chamada completou, ele hesitou.

Ele não deveria ter ligado.

Rebeca Ribeiro estava no momento mais feliz de sua vida e não deveria ser afetada por ele.

Então, ele desligou o telefone.

Uma rejeitou a chamada, o outro desligou, tudo ao mesmo tempo.

Só que nenhum dos dois percebeu.

Isaque Farias ficou um pouco confuso.

— O que aconteceu?

— Não é nada. — Samuel Batista guardou o celular e se virou para os policiais que o aguardavam. — Desculpem a demora.

Os policiais se aproximaram imediatamente e colocaram as algemas em seus pulsos.

Samuel Batista cooperou durante todo o processo.

Isaque Farias franziu o cenho.

— Ficarei de olho no seu pai, para prevenir qualquer retaliação de pessoas mal-intencionadas.

O olhar de Samuel Batista estava baixo, fixo nas algemas frias em seus pulsos.

Após uma pausa de dois segundos, ele falou:

— Fique de olho na Rebeca Ribeiro também.

Isaque Farias pareceu não entender.

— Ela e você não têm mais absolutamente nenhuma relação. Isso não deveria afetá-la.

— É só por precaução.

Ele não ousava arriscar, não podia arriscar.

Muito tempo depois, ele finalmente retirou o olhar da paisagem urbana iluminada por neons e sussurrou para si mesmo.

— Que pena que não há luar esta noite.

Nem o céu ajudava, estava tudo nublado, impedindo-o de ver o rosto dela com clareza.

Três dias depois.

Edivaldo Serra enviou notícias da Cidade N, dizendo que 'a Cidade N tremeu', e perguntou aos seus bons irmãos de fraternidade e à sua 'caloura' se eles haviam sido afetados.

Márcio Rocha foi o primeiro a responder.

— Sim, meu caro, mas o impacto não foi grande. Ainda estamos aguentando.

Dionísio Romão:

— Quanto maior a tempestade, mais caro o peixe.

Josué Senna foi mais direto e enviou um gráfico da cotação das ações do Grupo Atlantec.

Estava bem no vermelho.

Edivaldo Serra sentiu-se um pouco mais consolado.

— A caloura é que está bem. Longe, na Cidade R, completamente livre de qualquer impacto.

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