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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 634

— Salve a tia! Jogaram ela no mar! — A dicção de Flora nunca fora tão clara.

O rosto de Cassio Almeida mudou drasticamente.

No segundo seguinte, o corpo de Brunela Martins foi arremessado por um chute.

Se não fosse por um guarda-costas que a amparou, ela provavelmente teria sido chutada para fora do navio.

Antes que ela pudesse se firmar, uma sombra passou rapidamente pela grade e saltou sem hesitação para o mar.

Rebeca Ribeiro não sabia nadar.

Antes, ela nunca havia pensado que isso seria um problema.

Mas, naquele momento, ela percebeu o quão importante era saber nadar!

A água do mar no inverno era terrivelmente fria.

Tão fria que, após alguns poucos movimentos, uma onda a arrastou para o fundo.

A água gelada era como incontáveis agulhas de aço cobertas de gelo, perfurando instantaneamente seu vestido fino e invadindo cada poro.

Até a medula dos ossos.

Ela nem teve tempo de soltar um grito completo.

A água profunda, como uma boca gigante e voraz, engoliu instantaneamente todos os seus sons.

O líquido salgado invadiu sua boca e seu nariz com fúria...

Com um forte sabor de sal e maresia, o gosto era dominador e brutal, arranhando sua garganta como uma lixa.

A sensação de asfixia a perseguia como uma sombra.

Seus pulmões pareciam ser agarrados e espremidos por uma mão invisível.

O ar se esvaía rapidamente, e seu cérebro emitia um alarme agudo à beira da hipóxia.

Ela agitava os braços desesperadamente, suas pernas chutavam a esmo na água, tentando se agarrar a algo.

Mesmo que fosse um fiapo de esperança.

Mas seus dedos só encontravam a água fria, densa e aparentemente infinita.

Seu corpo afundava sem controle.

Aos poucos, a luz do cruzeiro se tornou manchada, difusa.

Um segundo antes que a escuridão tomasse sua consciência, a superfície do mar se agitou novamente.

...

— É uma sequela do afogamento. O médico disse que há um certo edema pulmonar.

Ele pessoalmente serviu um copo de água morna para Rebeca Ribeiro, para que ela pudesse umedecer a garganta seca.

Rebeca Ribeiro pegou o copo e perguntou:

— Como está Flora?

— Ela sofreu um grande susto e está com um psicólogo.

— E Brunela Martins? — Rebeca Ribeiro perguntou novamente.

— Está no quarto ao lado.

Como se temesse que Rebeca Ribeiro estivesse com medo, ele acrescentou apressadamente:

— Ela está sendo vigiada. O barco para buscá-la chegará em breve e a levará diretamente para o hospital psiquiátrico na Cidade G.

Apesar disso, Rebeca Ribeiro ainda sentia um medo residual.

Sua cabeça estava um pouco tonta, e Cassio Almeida lhe disse para descansar bem, que sua recuperação era a prioridade.

Rebeca Ribeiro mal havia fechado os olhos quando se lembrou de algo e os abriu de repente, perguntando a Cassio Almeida:

— Quem me salvou?

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