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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 451

Catia trouxe o kit de primeiros socorros, com seus óculos de leitura no rosto, pronta para tratar o ferimento no braço de Samuel Batista.

Foi só então que Rebeca Ribeiro se lembrou que Samuel Batista havia se machucado no braço para salvar Beatriz Luz.

Na época, ela apenas ouviu falar, sem saber a gravidade do ferimento.

Não imaginava que, depois de tanto tempo, a ferida ainda não estivesse curada.

Parecia ter sido um ferimento grave.

Para salvar Beatriz Luz, ele estava disposto a arriscar a própria vida.

A visão de Catia não era muito boa, e com medo de machucar Samuel Batista, ela pensou em pedir ajuda a Rebeca Ribeiro, mas, considerando o relacionamento atual dos dois, decidiu fazer tudo sozinha.

— Se doer, aguente firme. — Catia o advertiu, enquanto resmungava. — Como você conseguiu abrir a ferida de novo?

Rebeca Ribeiro não prestou muita atenção à cena. Antes de sair, apenas se despediu de Catia.

— Catia, estou indo.

— Ah, não se esqueça de levar suas coisas. — Catia havia preparado algo para Rebeca Ribeiro comer e, ao vê-la de saída, ia se levantar para pegar.

— Continue o que está fazendo, eu mesma pego. E não precisa me acompanhar.

Rebeca Ribeiro impediu Catia de se levantar e foi até a sala de jantar pegar o que estava sobre a mesa, dirigindo-se em seguida para a porta.

Catia, então, não a acompanhou, continuando a tratar do ferimento de Samuel Batista.

Não se sabe se ela tocou na ferida, mas Samuel Batista soltou um gemido de dor.

Esse gemido fez com que Rebeca Ribeiro, que estava prestes a sair, parasse abruptamente.

Ela se virou para olhar Samuel Batista.

Coincidentemente.

O homem também levantou a cabeça na direção dela.

Seus olhares se cruzaram sem aviso.

Nos olhos de Rebeca Ribeiro havia confusão, hesitação e um tremor indefinível.

O coração de Rebeca Ribeiro parecia ter sido invadido por uma inquietação.

Sob o olhar dela, a visão de Samuel Batista tornou-se gradualmente displicente, fria, e então ele desviou o olhar com leveza.

Uma pena roçou levemente seu coração.

Fazia muito tempo que ela não o olhava daquela maneira.

Momentos depois, Rebeca Ribeiro partiu.

O silêncio voltou a reinar no cômodo.

Catia suspirou baixinho, mas não disse nada.

O que dizer?

Tudo ficava bem nela.

Era como se tivesse nascido para vestir qualquer roupa.

Rebeca Ribeiro foi a primeira a falar, sua voz como a chuva fina, carregada de umidade.

— Você está machucado, não é bom dirigir. Eu te levo.

Samuel Batista não recusou.

Quando entraram no carro, ela perguntou onde ele estava hospedado.

— Naquele hotel da última vez.

Rebeca Ribeiro não fez mais perguntas, nem se importou com o motivo de ele estar em um hotel.

Havia apenas uma dúvida em sua mente.

Após cerca de dez minutos de viagem, o carro parou em um semáforo vermelho.

Sessenta segundos de sinal fechado. Rebeca Ribeiro ficou olhando para ele por quase dez segundos antes de quebrar o silêncio no carro.

Ela perguntou:

— Por que sua ferida ainda não sarou?

— Foi um pouco grave, por isso a recuperação está demorando mais, mas já está quase curada. — Samuel Batista respondeu.

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