Rebeca se debateu levemente e, com a respiração ofegante, o lembrou: — O tempo acabou.
Samuel, no entanto, não quis soltá-la, pressionando seus lábios com uma respiração ainda mais pesada que a dela. — Ainda faltam trinta segundos.
Mentindo descaradamente!
— Pare com isso! Daqui a pouco ela vai descer! — Rebeca sussurrou, repreendendo-o.
De qualquer forma, Samuel não se importava de ser descoberto.
Rebeca também sabia disso, então só lhe restava usar de alguns pequenos truques.
Ela mordeu o lábio inferior e, com aquela fina névoa ainda não dissipada em seus olhos, forçou-se a dar meio passo à frente.
A ponta de seus dedos finos agarrou suavemente o punho da camisa de Samuel, balançando-o com um toque de súplica. — Seja bonzinho, vá para casa primeiro, está bem?
Sua voz soou doce como um algodão-doce recém-derretido, com o final levemente elevado, transparecendo um charme e uma concessão que nunca mostraria no dia a dia.
— Mais tarde eu te compenso, pode ser?
Ao dizer isso, ela abaixou a voz de propósito e se aproximou do ouvido dele.
Um hálito quente e leve roçou o contorno de sua orelha enquanto ela o seduzia com uma voz suave: — Quando chegar a hora... deixo você fazer o que quiser.
Essa frase foi como uma faísca que caiu instantaneamente nos olhos de Samuel, onde um fogo contido já ardia.
Suas pupilas se contraíram levemente, e seu pomo de adão subiu e desceu descontroladamente.
Depois de um momento.
Ele a soltou e, finalmente, tirou o pé da soleira da porta.
Rebeca soltou um longo suspiro de alívio.
No instante em que a luz do sensor do corredor se acendeu, ela notou que ele havia tido uma reação.
Samuel escondeu a turbulência em seus olhos e, com a voz tensa, disse: — Rebeca, vê se não volta atrás com a sua palavra.
A resposta de Rebeca foi fechar a porta rapidamente.
O coração batia como um trovão.
Suas bochechas pareciam estar em chamas.

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