Helena não hesitou nem por um segundo e rapidamente entrou no carro.
Após uma breve parada, o Bentley preto arrancou de imediato.
E desapareceu lentamente em meio à névoa branca.
O olhar de Filipe permaneceu fixo no lugar onde o carro havia desaparecido, e seu cenho se franziu ainda mais.
Ele sentiu um desconforto indescritível no coração.
Helena estava bastante surpresa de ter encontrado Edivaldo ali.
Quando ela havia dito a Filipe que alguém vinha buscá-la, tinha sido apenas uma desculpa inventada na hora.
Ela não esperava que fosse esbarrar num conhecido mesmo.
Como água caindo do céu em um dia de seca.
Por isso, ela perguntou curiosa a Edivaldo: — O que você está fazendo aqui?
Edivaldo respondeu: — Minha prima trabalha por aqui, eu vim trazer um negócio para ela. Acabei te encontrando por coincidência.
Era prima mesmo ou seria apenas uma "amiguinha"?
Helena quase soltou essa pergunta em voz alta.
Ainda bem que Edivaldo estava focado na direção e não notou a expressão no rosto dela.
Rebeca Ribeiro mandou uma mensagem perguntando sobre o divórcio dela com Filipe.
— Por que de repente ele topou se divorciar?
Helena respondeu: — Foi por causa da queridinha dele, claro.
Ontem à noite, Helena havia contado a Rebeca o começo e o desfecho daquela confusão, então Rebeca sabia um pouco da situação.
Ela não conseguia entender: — O que ele ganha com isso? Ele já deve ter visto a verdadeira face de Roberta, não?
Por mais cego que alguém fosse, não seria possível ficar tão cego assim.
Helena enviou um emoji de escárnio: — E ele é tonto? Quando aquele vídeo indecente da Roberta vazou daquela vez, ele não ajudou a acobertar também?
— Acho que o amor deixa as pessoas cegas. Mesmo que Roberta seja uma criminosa perversa e de mau caráter, ele não se importa. É até capaz de aceitá-la e tolerá-la sem limites.
Rebeca ponderou um bom tempo antes de responder: — Ela deve ter muita sorte, então.
— Com certeza. — Helena pensava o mesmo.
Rebeca estava querendo consolá-la.


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