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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 150

Capítulo 150

Riley

O sol parecia ter decidido brilhar por mim, hoje.

Tudo estava exatamente como imaginei — e ainda melhor.

O jardim estava coberto por tons claros: branco, dourado e um toque de azul quase tímido nas fitas que balançavam com o vento. As mesas alinhadas, o bolo impecável, o aroma doce de baunilha misturado ao perfume das flores. Tudo respirava leveza. Meu momento. Nosso momento.

Eu estava nervosa. Ansiosa. Feliz. Tudo junto. Esse bebezinho anda se escondendo de nós e não fiz questão de ficar tentando. Deixei que ele ou ela escolhesse o momento de aparecer.

— Vai dar tudo certo — Luca disse, colocando a mão sobre minha barriga.

— Você fala isso como se eu fosse desmaiar. — sorri, mas minha voz tremia.

— Se desmaiar, eu te seguro. — respondeu, com aquele tom calmo que desarma qualquer um.

Ele fez um carinho lento na minha barriga e abaixou a cabeça, encostando os lábios ali.

— Seja o que for... que venha com saúde. — murmurou, baixinho.

Meu coração pareceu derreter.

— Você vai ser um ótimo pai. — falei.

— Eu já sou. — ele respondeu, com aquele meio sorriso seguro. — Só estou esperando a confirmação oficial.

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ouvi a voz da Rúbia lá do jardim:

— Riley! O balão está pronto! —

Corri os olhos e vi ela e Derrick terminando de organizar a parte final da decoração. Ela parecia cansada, mas sorria. A pequena Mia estava no carrinho, batendo as mãozinhas e rindo, encantada com o brilho dos balões dourados.

Fui até elas.

— Vocês se superaram. Está tudo lindo. —

— Ainda bem que você gostou — respondeu Rúbia, ajeitando uma fita. — Quase deu um nó no cabelo do Derrick pra fazer esse balão parar de voar.

Ele, atrás dela, soltou um resmungo divertido:

— Eu prefiro enfrentar dez homens armados do que esse tal de “gás hélio”.

Rimos. Mia soltou um gritinho empolgado, e eu me abaixei perto dela.

— Oi, princesa! —

Ela agarrou meu dedo com força, o olhar curioso. — Ma... — murmurou, e Rúbia, com os olhos brilhando, apenas sorriu.

— Agora ela fala Ma o tempo todo — disse. — Acho que tá ensaiando o repertório.

Aquilo me distraiu por um instante da ansiedade.

Mas não por muito tempo.

Luca apareceu na varanda, impecável, e anunciou:

— Os convidados estão chegando.

E, quando olhei para o portão, o mundo parou por um segundo.

Entre as pessoas que entravam — rostos conhecidos, alguns de longe, outros da família —, eu vi ela.

Minha mãe.

Meu coração bateu forte demais.

— Luca... — sussurrei, sem tirar os olhos da cena. — Você chamou ela?

— Chamei. — respondeu, tranquilo. — Achei que era hora.

Ela se aproximava devagar, com um vestido simples e o olhar carregado de algo entre culpa e alívio. Parou diante de mim, hesitante.

— Riley... — a voz dela tremeu. — Eu não sabia se devia vir. Mas... obrigada por me deixar estar aqui.

— Foi o Luca quem te convidou. — falei, tentando manter a calma. — Mas estou feliz com você aqui.

As pessoas se inclinaram para frente, expectantes.

— Um... dois... três! —

O balão estourou num som seco.

E, por um segundo, o mundo pareceu prender a respiração.

Um jato de fumaça azul subiu, dançando no ar.

Pedaços de confete azuis caíram sobre nós, como uma chuva delicada.

As pessoas aplaudiram; Mia bateu as mãozinhas no carrinho, rindo alto.

Luca me envolveu num abraço, a mão firme sobre minha barriga.

— É um menino. — murmurou no meu ouvido, a voz rouca e cheia de orgulho. — Nosso herdeiro.

Eu chorei.

Chorei de alegria, de amor — de tudo ao mesmo tempo.

— Um menino... — repeti, rindo entre as lágrimas. — Luca, é um menino.

— Já pode avisar ao mundo — ele disse, encostando a testa na minha. — O futuro chefe está a caminho.

As palmas continuavam, Rúbia sorria de canto, e até Derrick parecia mais leve. Minha mãe, de longe, enxugava as lágrimas.

O sol batia sobre nós, e o vento espalhava o brilho dos confetes pelo gramado.

E, no meio daquela festa, com o coração acelerado e as mãos do homem que amo sobre mim, eu soube — com uma certeza calma e profunda — que a vida, apesar de tudo o que já tirou de mim, estava finalmente me devolvendo o que sempre faltou.

Um lar.

Um amor.

E agora… um filho.

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