Capítulo 197 — Epílogo
Um mês e meio depois
O sol da tarde banhava os jardins da mansão Black com aquele brilho calmo de dias que não têm pressa.
O gramado estava coberto por balões azuis e brancos, as mesas repletas de flores e o cheiro doce de bolo se misturava ao perfume do jasmim que vinha da cerca viva.
Era o primeiro aniversário de Andrew.
Rúbia circulava entre os convidados, ajudando a servir doces, o vestido leve se movendo ao sabor do vento.
Perto da mesa principal, Derrick segurava o filho no colo — o menino ria alto, encantado com o brilho das velas — enquanto Mia, com dois anos e meio e uma desenvoltura que deixava todos sorrindo, dava ordens como se fosse a verdadeira anfitriã.
— Papai! — ela chamou, correndo de pés descalços pelo gramado. — O bolo é azul de céu! Eu escolhi!
— Azul de céu? — Derrick perguntou, fingindo surpresa.
— É! Porque o Andrew é meu irmão de céu. — respondeu, convencida, com os olhos brilhando.
Rúbia se aproximou rindo, passando a mão pelos cachos da filha.
— Ela ensaiou essa frase desde cedo. Disse que “irmão de céu” não podia ter bolo de nuvem cinza.
Derrick beijou o topo da cabeça da esposa. — E você achava que ela não puxava o seu jeito mandona?
— Não puxou — respondeu Rúbia, provocante. — Ela nasceu com ele. — Piscou.
As risadas dos dois se misturaram ao canto infantil de Mia, que agora tentava fazer o irmão apagar a vela.
O pequeno Andrew apenas batia palminhas fora de ritmo, encantado com as luzes e os sons.
Do outro lado do jardim, Riley Black observava a cena com um sorriso leve, sentada ao lado de Luca, que trazia uma taça de espumante na mão.
— Olha pra eles — disse Riley, emocionada. — Parece outro tempo.
Luca assentiu, os olhos acompanhando Derrick e Rúbia. — E é. Eles passaram pelo inferno. Agora merecem descanso.
Riley se virou para ele.
— E nós?
Luca pousou a mão sobre a dela.
— A gente construiu a nossa. Tijolo por tijolo.
As crianças começaram a correr perto da fonte, Mia segurando uma bexiga como se fosse um troféu.
Rúbia a observava, emocionada, enquanto Derrick se ajoelhava ao lado de Andrew, ensinando o pequeno a soprar a vela sozinho.
O ar estava leve, a música suave. Pela primeira vez em muito tempo, tudo parecia certo.
O portão principal se abriu discretamente.
Um carro preto cruzou a entrada e parou diante da escadaria.
Dele desceu Thomas Walker, o aliado inglês de Luca. O terno escuro contrastava com o clima festivo, mas o sorriso dele era cordial, quase amistoso.
— Luca — cumprimentou, apertando-lhe a mão. — Belo evento. Vejo que a nova geração dos Black está crescendo em meio a bons ventos.
— Ou bons vinhos — respondeu Luca, com um meio sorriso. — E você? Não esperava por aqui tão cedo. Pensei que não conseguiriam vir.
Thomas olhou ao redor, observando a harmonia do cenário, e abaixou a voz.
— Vim dar os parabéns… e trazer uma notícia.
Riley se aproximou, curiosa. — Notícia?
— Sim. — Thomas manteve o tom tranquilo. — A família Walker e os Black podem, enfim, retomar o antigo tratado.
Luca arqueou uma sobrancelha.
— Tratado?
— Chamemos de… aliança. — respondeu Thomas. — Há uma nova herdeira a caminho. Minha esposa confirmou na ecografia.
— Nossa! Parabéns pela nova moça.
— O que acha de fazermos um acordo. Assim evitaremos muitos transtornos no futuro. Manteremos nossos filhos em segurança.
O olhar de Luca cruzou o de Riley que dizia "não" baixinho.
Só que ele não tinha certeza se negaria a proposta.
— Iremos pensar meu amigo. Iremos pensar.
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Rúbia se aproximou de Derrick, encostando a cabeça no ombro dele.
— O que você tanto olha? — perguntou, vendo-o fixar o horizonte.
— O tempo. — respondeu ele, com um meio sorriso. — Faz um ano que ele nasceu, e eu ainda não consegui acreditar que sobrevivemos a tudo.
Ela apertou sua mão. — Não é só sobrevivência, Derrick. É recomeço.
Ele a olhou e sorriu, com o mesmo olhar de quando a viu pela primeira vez.
Ponto de reflexão:
Observamos, ao final desta obra, que alguns fatores podem mudar o curso da história de uma pessoa, de uma família ou até de uma nação. Devemos ter responsabilidade com os atos que praticamos, manter o bom caráter acima de tudo.
Quando optamos por omitir algo muito sério, seja, por orgulho, vergonha ou insegurança, (como foi o caso dos gêmeos omitido pela mãe).

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E é impossível não lembrar de todos os que caminharam com eles até aqui —
Ema teve seus defeitos, mas não consigo considerar vilã, assim como a mãe de Riley. Mostrando em resumo que escolhas erradas podem nos destruir.
Derrick e Rúbia, com sua história de redenção e cicatrizes transformadas em força.
O medo de ser verdadeiro e sofrer consequências, leva para uma pessoa a certeza de uma incapacidade que não existe e nunca existiu. A vida desmente, mostra que não é verdade, e dá provas como (a gravidez da Rúbia).


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Mia, com seu sorriso curioso e doce, agora é irmã mais velha de Andrew.
Cada um deles deixou marcas nesse universo — e cada um ainda tem muito a viver.
Mas por agora…
Respira.
Olha onde tudo começou.
Lembra da menina que foi arrastada de um altar em prantos… e da mulher que hoje caminha ao lado do homem que jurou proteger a própria vida com a dela.
O ciclo se fecha aqui — com paz, amor e o som suave de uma nova geração crescendo.
Os Black provaram que até na escuridão mais profunda é possível nascer luz.
E se há algo que essa história nos ensina é:
o amor, quando é verdadeiro, não apaga as cicatrizes.
Ele as transforma em armaduras.
Com carinho,
Edi Beckert.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Roubada no altar pelo chefe da Máfia