Elisa Barbosa considerou que Sebastião Marques tinha razão, e, ao pensar por esse lado, sentiu-se bem mais tranquila.
Se realmente deixassem Lavínia Paz entrar para o Grupo Marques, ela ficaria furiosa.
Afinal, trabalhar no Grupo Marques era o seu maior sonho.
— Eli, vou te levar para casa primeiro. Hoje à noite preciso ficar no hospital com a minha mãe. — Ao falar de Adriana Lacerda, Sebastião Marques sentiu-se gelado por dentro.
Desde a noite passada, ninguém da Mansão Marques havia sequer perguntado sobre o estado de sua mãe.
Depois de mais de vinte anos vivendo juntos, para eles, sua mãe era como uma estranha, indigna de uma palavra de preocupação.
Elisa Barbosa respondeu imediatamente:
— Não precisa me levar, eu pego um táxi sozinha. Agora é a hora em que sua mãe mais precisa de você. Vá logo cuidar dela no hospital.
— Não vai fazer tanta diferença... Além disso, nesse horário de pico, é difícil conseguir táxi.
— De verdade, não precisa. Vá cuidar da sua mãe. — Elisa Barbosa, querendo mostrar o quanto era atenciosa e compreensiva, já desceu do carro enquanto falava.
Através do vidro da janela, Elisa Barbosa acenou sorrindo para Sebastião Marques.
Sebastião Marques sorriu, resignado. Acenou de volta com a cabeça e, em seguida, ligou o motor do carro de luxo, que partiu suavemente.
O carro sumiu rapidamente da vista de Elisa Barbosa. Seu semblante gentil e doce se desfez num segundo, dando lugar a uma expressão de puro rancor enquanto murmurava, furiosa:
— Adriana Lacerda, você tem mesmo sete vidas. Nem pulando do quinto andar foi capaz de morrer.
— Mas pelo menos ficou paraplégica, foi bem feito. Sempre me tratou mal, a mim e à minha mãe. Agora está pagando.
Depois de desabafar, Elisa Barbosa finalmente acenou para um táxi.
...
Mansão Marques.
Sala do quarto andar.
Exceto, claro, por Elisa Barbosa, que de vez em quando soltava uma provocação, mas Lavínia Paz simplesmente não se importava.
— Se tiver qualquer dificuldade na NexaTech Brasil, pode me ligar. — Gustavo Marques queria ser sempre o primeiro a saber de tudo sobre ela, e não ouvir as coisas por terceiros.
Lavínia Paz entendeu na hora: o pequeno incidente da empresa já tinha chegado aos ouvidos de Gustavo Marques, caso contrário, ele não teria dito aquilo.
— Lavínia, amanhã mesmo Gabriel Cruz vai sair da Mansão Marques. — disse Gustavo Marques de repente.
Ele não aguentava mais Gabriel Cruz nem por um dia. Sabia que Gabriel tinha algum objetivo ali. Naquela tarde, as câmeras de segurança flagraram Gabriel tentando entrar no quarto secreto!
E ele sabia: o que havia naquele quarto era crucial para o Grupo Marques. Se aquelas informações fossem vazadas, seria o fim da empresa!
Seria o próximo Grupo Paz!
— Por quê? — Lavínia Paz franziu a testa. — Faltam só três dias para o fim do mês.
— Hoje ele tentou entrar no quarto secreto. Só por isso, já não pode mais ficar aqui. — Gustavo Marques foi direto ao ponto.

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