Por causa da pressa e do nervosismo, Florence pisou em falso no gramado macio e acabou torcendo o tornozelo. O celular escorregou de sua mão, deslizou pelo declive e caiu direto no lago artificial.
Ela nem se preocupou em tentar recuperar o celular. Com o coração disparado, Florence rapidamente se escondeu novamente entre os arbustos.
Do outro lado, o homem demorou alguns segundos para chegar até os arbustos, já que estava protegendo Daphne, mas logo apareceu.
De repente, um pequeno gato pulou do mato, parou para lamber as patas e soltou um miado leve.
O homem deu de ombros, segurou Daphne pela cintura e tentou retomar o que estavam fazendo.
— É só um gato. — Disse ele, despreocupado.
Quando ele se aproximou de Daphne, no entanto, foi empurrado por ela com um gesto de irritação.
— Para com isso. Eu já disse que não estou me sentindo bem.
O homem, ao ouvir isso, imediatamente tirou sua jaqueta de couro e a colocou sobre o casaco de Daphne, cobrindo-a com cuidado.
Daphne, no entanto, não parecia tranquila. Ela continuava olhando fixamente para o gato, que lambia as patas a alguns metros dali. Seus olhos semicerrados demonstravam desconfiança.
— Não é só isso. Eu tenho certeza de que tem alguém por aqui.
— Você está exagerando. Está muito tensa. Deixa eu te levar para casa. — Respondeu o homem, tentando acalmá-la.
Daphne não deu ouvidos. Ela afastou a mão do homem com um movimento brusco e caminhou até o gato. Com um chute, ela o espantou. O animal, ágil, soltou um miado alto e desapareceu rapidamente.
Daphne, então, parou exatamente onde o gato estava deitado antes. Ela começou a olhar ao redor com atenção. Foi aí que seus olhos se fixaram em um galho quebrado. O corte fresco se destacava entre os outros ramos.
— Olha isso! Isso foi alguém! Foi alguém que quebrou! — Disse Daphne, visivelmente alarmada.
O homem seguiu o olhar dela e analisou o galho com calma antes de responder:
— Esse gato é bem arisco. Deve ter pulado e quebrado o galho. Não é nada demais.
— Não, não foi o gato! Foi uma pessoa. — Insistiu Daphne, apontando para o gramado. — Olha ali! É uma pegada!
O homem se aproximou com paciência e observou o que Daphne havia indicado. Ele riu levemente.
— Que pegada é essa tão fina? Isso foi o rastro do gato rolando na grama, só isso.
Infelizmente, o rastro era exatamente da marca que Florence havia deixado ao torcer o pé.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida para a Vingança: O Preço do Amor e da Traição