— Alô.
— Florence, sou da polícia. Estou na sua enfermaria. Onde você está? — A voz do outro lado era grave, mas carregava um tom de impaciência.
Florence pensou que, a essa altura, já era tarde. Os policiais haviam sido chamados e não a encontraram, o que explicava a irritação.
— Desculpe, já estou indo.
— Seja rápida.
Ao desligar o celular, Florence aproveitou para empurrar Lucian e enfiou a jaqueta no peito dele.
— Tio, preciso ir. — Ela evitou olhar para Lucian e se virou, saindo quase correndo.
Lucian ficou parado, observando a silhueta dela desaparecer no corredor. Seu celular vibrou no bolso. Ele deu uma olhada na mensagem e seus olhos ficaram ainda mais frios. Sem dizer nada, ele deixou a escadaria.
...
Florence empurrou a porta da enfermaria, esperando encontrar os policiais que a aguardavam.
Mas, para sua surpresa, além deles, Milena estava ali, sentada em uma cadeira de rodas, com os braços e pernas cheios de ataduras.
Milena parecia gravemente ferida, mas seu rosto estava corado, e seus olhos brilhavam com um certo ar de satisfação.
Florence ficou parada, atônita. Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, a porta atrás dela foi aberta novamente.
Theo entrou com uma expressão severa, seguido de Lucian e Daphne.
Assim que Daphne viu Milena na cadeira de rodas, ela correu até ela e se ajoelhou, parecendo incrivelmente preocupada.
— Milena! O que aconteceu? Como você ficou assim?
Milena, que até então estava com um olhar triunfante, começou a chorar ao ver Lucian e Theo. Sua voz saiu trêmula, cheia de queixas:
— Foi... Foi a Florence que me fez isso.
Duas lágrimas escorreram do rosto de Daphne, que olhou para Florence como se estivesse vendo algo monstruoso.
— Flor, você sempre foi impulsiva, mas como pôde fazer isso com a Milena? Você sabe quem ela é?

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