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Reconquistando minha amante secreta milionária romance Capítulo 54

— Precisamos desse dinheiro — intervém Yoon ao vê-los todos pálidos — Como você verá, meu cliente está colocando mais dinheiro do que havia sido combinado; inicialmente eram apenas vinte milhões, mas eles mudaram de ideia por causa de um casamento; meu cliente quer de volta os vinte milhões de dólares que foram dados a vocês — explica calmamente.

O advogado Yoon sabe que a qualquer momento isso vai dar merda.

— Não foi nisso que combinamos! — exclama ele furioso — Combinamos que essa dívida seria paga e o casamento seria realizado.

— Não foi assim — questiona Max perto da lareira — Os títulos de crédito já estavam devidamente assinados; eu devo te dar depois do casamento o capital necessário para que você recupere sua glória, e sua filha fará a doação — conclui Max.

— Mas… mas — Margaret tentou intervir, mas negócios não eram sua praia.

— Você sabe que eu não tenho esse dinheiro — diz ele com os dentes cerrados, a vergonha e a raiva tingindo suas bochechas.

— Você também precisa de mim, Fernando — diz Maximiliano.

— Sua vida depende disso; você está louco — Margaret parece assustada — Você não tem medo de morrer?

— Senhora, neste ponto eu não tenho medo da morte — responde Max.

Liliane e Margaret ofegaram surpresas.

Fernando caminhou até onde o advogado estava sentado calmamente, esperando pacientemente; ele leu os documentos, e a raiva foi aumentando gradualmente até o ponto em que suas orelhas e bochechas estavam vermelhas.

— Não pode ser verdade… se você morrer, você quer que paguemos o valor total da dívida imediatamente — ele disse mais do que perguntou.

— É isso mesmo; eles disseram muito claramente. É minha vida que está em jogo — ele dá de ombros — Eu posso aceitar morrer, mas vocês terão que pagar, e meu pai e meu avô se certificarão de que isso aconteça.

— Seremos família — repete o homem.

— Vocês não serão nada; meu sobrenome já lhe dá o status que você quer, e eu lhe darei algum dinheiro; isso deveria ser suficiente, Fernando; netos? Herança? Isso já é ganância — explica Max um pouco mais calmo.

Nada dessa situação era normal; quando criança, ele demorou pelo menos dois anos antes que Liliane aparecesse para doar. Seu tipo sanguíneo era um em dez mil, e nem todos eram compatíveis com ele… o que só deixa suas chances no subsolo.

— E se Liliane engravidar por causa do seu deslize? — pergunta Margaret.

— Eu cuidarei da criança e apenas da criança; o testamenteiro será meu advogado se eu estiver morto — resolve Max rapidamente.

— Nós nunca seremos uma família — afirma Liliane, embora ela quisesse que fosse uma pergunta.

— Meu filho seria um Hawks; você não, e pare de fazer a louca — conclui Max — Assine o acordo pré-nupcial.

— Mas… Maxi — ela tenta mediar com ele.

O olhar que Max lhe lança não dá direito a réplica; três meses atrás, ele havia concordado em ajudar a família Williams porque eles estavam passando por um momento difícil, nada mais… ela o havia salvo quando criança, e ele se sentia em dívida. Mas as garras da ambição cresceram quando Max precisou novamente de Liliane, e eles exigiram um casamento.

— Assine, Liliane — exige Max.

A amargura e o ódio que ele sente por Liliane eram enormes; ele colocou as mãos no bolso e acariciou o anel de noivado que ele nunca conseguiu dar a Julieta.

— Pelo menos deixe-me ler — ela murmura, sentindo-se amarrada.

Ela leu sua sentença, porque era assim que ela se sentia; uma sentença da qual não havia saída. Max lhe daria cartões e mansões, mas nada mais; ela não pode acompanhá-lo em viagens; eles não podem estar juntos em público; ele não quer herdeiros. Ele não quer absolutamente nada. Apenas o transplante.

Ela engoliu em seco e assinou o documento.

— Prazer em fazer negócios — disse o advogado com um pequeno sorriso cínico.

E se ela me pedir para me afastar de sua noiva?

Ela estava começando a gostar dessa pseudo-amizade com Julieta.

— Quantos anos você tem? — pergunta Callum.

“Talvez a garota não seja maior de idade”, ele pensa consigo mesmo. O que não faz sentido; Julieta não parece irresponsável o suficiente para levar uma garota para um clube sendo menor de idade.

— 27 anos, senhor — responde ela em voz baixa, olhando para o colo.

Ela não ousava olhar para ele.

— Você parece mais jovem — ele murmura quase para si mesmo.

— Eu acho… as pessoas me dizem isso muito — ela acrescenta, com uma pequena risada.

— Isso te faz rir? — questiona o conde.

— Bem, antes me incomodava; agora não tanto — ela dá de ombros — É o que eu sou, e eu não posso mudar isso.

— Eu gosto da sua maneira de pensar — Callum sorri.

— Obrigada, senhor — responde ela.

— Callum… me chame de Callum — ele a corrige.

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