Julieta se sentiu rígida nos braços de Max, mas ele não percebeu; seu cérebro estava tendo dificuldade em acompanhar o que estava acontecendo; quando Max tentou colocar a língua na boca dela, a reação dela foi mordê-lo, o que o fez soltá-la de repente.
— Você me mordeu! — exclamou Max, surpreso.
Ele não esperava que ela fizesse isso alguma vez; ela sempre foi tão receptiva e disposta que isso o deixou desorientado.
— Você me beijou! — acusou ela de volta — O que está acontecendo com você? — perguntou Julieta, olhando para ele surpresa.
— O que está acontecendo comigo? — questionou Max — Eu disse que te amo, e você me morde, Julieta!
Julieta questionou a sanidade de Maximiliano Hawks.
— Bem, você parece um louco, e estou seriamente pensando que você está drogado — ela duvidou que Maximiliano estivesse são ou em seus sentidos — Talvez eles tenham tentado te drogar; Deus sabe que não é a primeira vez.
Muitas vezes as mulheres tentaram artimanhas para engravidar do magnata, então isso não a surpreendeu.
— Ninguém me drogou; estou dizendo a verdade — insistiu Max — Eu te amo; você sabe que eu te amo.
— Eu não acredito — ela colocou as mãos em seus quadris — Você não pode vir à minha casa e fazer isso, Maximiliano. Não funciona assim.
— Como assim? — ele a olhou confuso, esperando uma resposta.
— Assim… — ela apontou — De forma descontrolada — ela resmungou, perdendo a paciência — Você só está dizendo isso porque eu não quero mais voltar; você realmente não me ama.
— Você não sabe o que está dizendo! — exclamou Max — Claro que eu te amo… eu não queria… admitir.
— Sim, eu sei — respondeu Julieta — É uma loucura o que você está dizendo; você nem queria se casar há menos de três dias; e agora você me ama?
Max ficou em silêncio por um tempo, tentando refutar isso para Julieta, mas era a verdade para ela, então… por que ela acreditaria nele?
— Eu amo, eu não posso me casar com você, mas eu te amo, se isso fizer sentido — respondeu Max.
— Não, não faz — respondeu Julieta irritada — Vá embora, Maximiliano — pediu ela apontando para a porta — Eu não quero mais você na minha vida; está tarde.
— Não está! — exclamou ele exaltado — Eu só preciso de tempo.
— Tempo para quê? Para você se casar com outra e eu com o título de assistente e amante? — as perguntas de Julieta eram como facas dolorosas no peito de Maximiliano.
— Eu só quero que você espere um pouco mais… por mim — pediu ele em um pedido velado.
— Me dê uma boa razão pela qual eu deveria esperar mais anos, Maximiliano Hawks — exigiu Julieta.
Max apertou a mandíbula, recusando-se a responder, não porque não tivesse uma boa razão, mas porque se recusava a que ela o visse com pena.
Julieta sentiu seu coração se quebrar novamente; ele não tinha uma boa razão; ele só queria ter o melhor dos dois mundos. Ele era egoísta; ele não queria que ela fosse feliz, e isso doía mais do que qualquer outra coisa.
— Onde você vai? — perguntou Max depois de ver que ela estava pronta para sair; ele estava tão envolvido em sua confissão que não olhou o que ela estava vestindo… até agora.
— Isso não é da sua conta, Presidente Hawks — respondeu ela sem olhá-lo, passando por ele com um esforço titânico.
Ela só queria voltar para seu quarto e se deitar em posição fetal para chorar, mas ela não daria esse prazer a Maximiliano; sua piada foi de mau gosto, e ela só quer estar o mais longe possível dele.
— Não vá — murmurou Max.
— Eu estou indo porque acho que você precisa de espaço, e meu noivo e eu vamos sair em um encontro que eu não vou cancelar, Maximiliano — ela olhou nos olhos dele para que ele visse que estava falando sério — Feche a porta ao sair, Sr. Hawks.
Julieta levantou o queixo e caminhou decididamente até Callum e pegou a mão que ele estendia com um pequeno sorriso em seu rosto bonito. Maximiliano a viu sair e ficou ali por um bom tempo antes de sair atordoado.
Maximiliano chegou da casa de Julieta e procurou diretamente uma garrafa; ele não se importou com os copos e bebeu diretamente da garrafa, jogando-se em seu enorme sofá; pouco depois, ele ouviu os passos pesados de seu cachorro, e pouco depois ele se sentou na frente dele.
Ele passou as próximas horas bebendo… porque ele podia e queria.
Ele bebeu porque ele confessou à única mulher que ele amou que a amava, e como ele foi um idiota, ela não acreditou nele.
— Quantas dessas garrafas eu já tomei? — perguntou Max ao cachorro no meio de sua embriaguez horas depois.
Já eram dez da noite quando ele ainda estava deitado em seu sofá; ele nem queria se mover para seu quarto para ir dormir; em sua mente só passavam as informações que Marcelo havia reunido e as palavras frias que Julieta… Juliette disse a ele.

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