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Reconquistando minha amante secreta milionária romance Capítulo 298

Julieta

A manhã havia começado cedo e sem trégua. Entre ligações, e-mails e documentos, mal havia tido tempo para respirar. Gostava de manter tudo sob controle, sem distrações desnecessárias.

Por isso, quando alguém bateu na porta, mal ergui os olhos da mesa.

—Entre —disse com voz firme, esperando que fosse minha assistente com os relatórios que havia pedido.

Mas em lugar disso, uma presença completamente diferente se fez notar.

—Bem, bem... olha só você. Tão ocupada como sempre.

Ergui o olhar e me deparei com Maximiliano apoiado na soleira da porta, com seu sorriso característico de autossuficiência e aquele brilho travesso nos olhos.

—Você com o dia livre e eu aqui trabalhando —soltei em tom de queixa.

—Bem, está na hora de eu descansar —respondeu com naturalidade enquanto adentrava no escritório sem pedir licença—. Então todos os ativos da minha futura esposa passam para o meu nome.

—Futura esposa? —arqueei uma sobrancelha, sem me incomodar em esconder minha incredulidade—. Desde quando?

Maximiliano se acomodou na cadeira à minha frente e cruzou uma perna sobre a outra com uma confiança que beirava a insolência.

—Desde sempre. Só estou esperando você terminar de resistir.

Revirei os olhos, voltando a vista para meus documentos.

—Não tenho tempo para seus delírios hoje, Maximiliano.

—Então vou fazer você me dar um espaço.

Sua voz soou mais próxima, e ao erguer o olhar, o encontrei inclinado sobre a mesa, com as mãos apoiadas na madeira e o rosto próximo o suficiente para invadir meu espaço pessoal.

—Sabia que o estresse envelhece? —murmurou num tom baixo e divertido.

—E você sabia que a arrogância afasta as pessoas? —repliquei sem me abalar.

Ele sorriu com malícia.

—Não todas. Você, por exemplo, está fisgada.

Me cruzei de braços, fingindo indiferença.

—Continua insuportável como sempre.

—E você continua linda como sempre —soltou sem hesitar.

Neguei com a cabeça, voltando aos meus papéis, mas ele não se moveu. Seu olhar me perfurava com insistência, como se esperasse uma reação.

—Maximiliano, o que você quer? —perguntei com um suspiro.

—Um almoço com você. Sem negócios, sem e-mails, sem escapatórias.

—Tenho trabalho.

—Eu também tinha uma doença incurável, e olha só eu agora —disse com um sorriso zombeteiro—. Não me diga que um simples almoço é mais difícil que isso.

Tive que morder o lábio para não sorrir.

—Sabe que não vai me convencer.

Ele se inclinou ainda mais, até nossas caras ficarem perigosamente próximas.

—Sei que sim.

Meu coração bateu um pouco mais rápido, mas mantive minha expressão serena.

—Você tem meia hora —cedi finalmente.

Maximiliano sorriu em triunfo e se endireitou com a mesma segurança de sempre.

—Meia hora para comer. Mas para te conquistar... —se virou para a porta e me lançou um último olhar provocador— ...a vida toda, se for necessário.

Saiu do escritório com a mesma arrogância com que havia entrado, me deixando com um suspiro preso no peito.

Maximiliano nunca desistia.

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