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Reconquistando minha amante secreta milionária romance Capítulo 155

Marcelo já havia passado por isso muitas vezes antes, mas não com pessoas que lhe importavam, então isso era um pouco difícil de fazer e ter sucesso sem explodir pelos ares.

—Calma —murmurou Marcelo, lendo a tensão na postura de Callum—. Se queremos tirá-la dessa, temos que pensar e agir com frieza.

Com um movimento controlado, Marcelo se adentrou mais na escuridão, mantendo-se o mais baixo possível, enquanto um de seus homens o cobria por trás. Quando estava a uma distância prudente, começou a falar com uma voz baixa e serena para não assustá-la.

—Isabel... sou eu, Marcelo. Lembra de mim? Vou ajudá-la, mas preciso que siga minhas instruções ao pé da letra, está bem? —disse Marcelo com voz suave e tranquilizadora.

Isabel, mal consciente de seu entorno, ouviu sua voz e levantou o olhar. Entre o medo e a confusão, mal conseguiu assentir. Suas pernas tremiam, e o peso do colete a fazia sentir que não aguentaria muito mais.

Marcelo se aproximou com muito cuidado, mantendo os braços erguidos para que ela não se assustasse. Lutava contra o relógio e contra os impulsos de Callum, que de sua posição tentava manter a calma com cada fibra de seu ser. Os olhos de Isabel estavam fixos em Marcelo, suas lágrimas brilhavam na escuridão, e seus lábios tremiam numa súplica silenciosa.

—Vamos caminhar e sair deste ponto de mira e depois vou desativar o detonador —explicou, tentando manter seu tom calmo—. Você tem que ficar completamente parada, Isabel.

Ela assentiu novamente, com o medo e a esperança se misturando em seu olhar.

Marcelo a guiou com passos lentos e decididos para os arbustos, mantendo todos afastados, mas Callum não aguentou mais, tinha que se aproximar dela sem atrapalhar Marcelo.

—Sabe o que está fazendo? —pergunta inseguro— talvez devêssemos chamar um esquadrão antibombas.

—Sim, agora silêncio e me ilumine com isso —deu uma lanterna— Porter, você tem suas pinças com você —pediu levantando a mão— agora o resto vigiem que isso pode ser uma distração.

Trabalhou com precisão, mantendo os dedos firmes. Callum quase tremia segurando a lanterna, mas tentava acalmar Isabel.

—Estou aqui —respondeu ele, apertando-a contra seu peito—. Não deixarei que te machuquem novamente.

Max se aproximou de Isabel, que ainda tremia com uma folha na mão e levava uma garrafa d'água aos lábios, tentando acalmar sua respiração. Seu olhar era uma mistura de medo e desespero, e sua pele pálida refletia o horror do que havia vivido. Max se ajoelhou ao seu lado, pondo uma mão reconfortante sobre seu ombro.

—Onde está Julieta? —perguntou com voz grave, tentando ocultar seu próprio nervosismo.

Ao ouvir o nome de sua amiga, Isabel começou a chorar novamente, cobrindo o rosto com as mãos enquanto tentava juntar as palavras. Entre soluços, explicou o pouco que sabia: como Dimitri havia ordenado vigiar Julieta, e como a levaram para um quarto na parte de trás da casa. Apesar de Isabel desconhecer detalhes exatos de outras coisas, foi de grande ajuda. Tinha informação suficiente para que Marcelo e a equipe pudessem começar a procurar.

—Devemos entrar! —exclama Max, perdendo sua tão preciosa calma— Agora!

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