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Reconquistando minha amante secreta milionária romance Capítulo 148

Isabel já estando num hotel depois de pegar o primeiro voo disponível e, sem perder tempo, pegou um táxi para o endereço que lembrava, o lugar onde Dimitri Antonov havia instalado seu esconderijo nos arredores da cidade. À medida que o carro se afastava da civilização e os prédios se tornavam menos frequentes, o nervosismo se transformou em adrenalina pura. Repetiu mentalmente que faria o necessário para salvar Julieta, não importando o risco.

Depois de um longo trajeto, o táxi parou numa estrada solitária que subia em direção a uma montanha. Isabel desceu e o motorista ficou olhando para ela sério.

—Senhorita... tem certeza de que é o endereço correto? —pergunta preocupado, mas sem julgá-la.

—Sim, é aqui. Obrigada —fez cara simpática— preciso que entregue este envelope nesse endereço que tem aí e aqui está o pagamento de tudo. Se precisar de mais, tenho certeza de que o senhor Hawks pagará, diga que o envelope vem de Julieta Beaumont.

—Muito bem, farei isso —disse o homem resignado.

Agradecendo que o motorista não fizesse tantas perguntas, mas notou que ele a olhava estranho por ficar no meio do nada. Depois da entrega do envelope, começou a caminhar o resto do caminho até avistar a grande casa. Lembrava muito bem do caminho desde a última vez, quando havia ido entregar uns documentos, e notou, com algum alívio, que a segurança parecia tão fraca quanto antes. Dimitri certamente confiava na localização remota de seu esconderijo.

Aproveitando o silêncio e o isolamento, Isabel adentrou sigilosamente na propriedade, se escondendo atrás de árvores e arbustos em seu caminho. Sua figura delgada e habilidade para se mover sem fazer ruído a ajudaram a evitar qualquer olhar casual, e após alguns minutos estava a poucos metros da casa.

Aproximou-se de uma janela no térreo, grudando na parede para observar. Ao espreitar com cuidado, viu que as luzes estavam baixas e não parecia haver ninguém na sala. Com o coração batendo forte, procurou uma entrada e se deslizou por uma porta lateral, entrando na mansão em silêncio. Avançou pelos corredores escuros, tentando imaginar o lugar onde Dimitri poderia ter trancado Julieta... certamente no porão como nos filmes. Espero que não esteja amarrada e machucada, nos planos de Isabel não estava carregar uma grávida que não conseguisse caminhar.

Seguiu seu caminho, cuidando de cada passo, e decidiu subir as escadas, convencida de que Julieta estaria em algum quarto ou cômodo no segundo andar. O ambiente da casa era pesado, e a tensão aumentava a cada degrau. Isabel sentia uma pontada no ventre, mas a ignorou, focando em sua missão.

Ao chegar ao segundo andar, avançou lentamente por um corredor longo e escuro. As portas estavam fechadas, e não havia rastro de ninguém na área. Aproximou-se da primeira porta e a abriu com cuidado, descobrindo um quarto vazio. Repetiu o processo em outros dois quartos até que, finalmente, ao abrir a última porta, encontrou Julieta sentada num canto, seus pulsos amarrados e seu rosto iluminado pela luz da lua que entrava pela janela.

Julieta a olhou, e seus olhos refletiram surpresa e alívio ao reconhecer Isabel. Não trocaram palavras, não era o momento. Isabel se apressou a chegar até ela, e quando finalmente esteve perto a abraçou, ambas compartilharam um olhar cheio de determinação. Sem perder nem mais um segundo, se levantaram e, apoiando-se uma na outra, começaram a traçar a rota de saída. Sabiam que o perigo não havia terminado, mas juntas, tinham uma chance de escapar daquele lugar.

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