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Reconquistando minha amante secreta milionária romance Capítulo 132

Julieta se inclinou para molhar o rolo na tinta e olhou de relance para Max, que estudava as paredes com uma expressão concentrada, mas Julieta sabia que só queria continuar a incomodando.

— O que acha de "Esmeralda"? — disse ele, tentando soar sério.

Julieta torceu o nariz, entre horrorizada e divertida.

— Max, você realmente quer que nossa filha se chame como uma gema? O que vem agora, "Diamantina"? — Se queixa indignada, por todos esses nomes horrendos.

Ele soltou uma risada e se aproximou para respingá-la com um pouco de tinta no nariz.

— Bem, e "Gertrudes"? Tem um ar sofisticado, não acha? — Continuou dizendo — é distinto e da realeza.

Estava há dias dando nomes estranhos que conseguia na internet.

— Nem em seus sonhos, Maximiliano Hawks! — Julieta levou uma mão à boca, rindo — Me nego a que nossa filha carregue um nome que parece saído de um conto de terror.

— Bem, você manda... mas só porque faz essa carinha. — Max sorriu, aproveitando cada careta que Julieta fazia ante os nomes ridículos que ele soltava.

A campainha tocou, interrompendo a risada de ambos. Julieta se levantou rapidamente.

— Eu vou. E não se atreva a pintar o quarto de amarelo pintinho na minha ausência! — adverte.

Na loja de tinta havia escolhido essa cor horrenda para o quarto de sua filha.

— Amarelo pintinho? — Max levantou uma sobrancelha, brincando — Você me dá ideias, Jules. Um amarelo escandaloso daria um toque único.

— Não se atreva, Hawks — aponta para ele.

Julieta riu e saiu do quarto. Hoje era o dia de folga de sua governanta, então aproveitaram para ter um dia tranquilo juntos em casa, desfrutando de sua privacidade. Abriu a porta com um sorriso, mas este se desvaneceu ao ver os visitantes.

Ali, na entrada, estavam Brigitte e Mark Hawks, os pais de Maximiliano. Ambos pareciam tão surpresos quanto ela de se verem frente a frente depois de meses.

"Liliane tinha razão, estavam juntos" pensou Brigitte.

Brigitte foi a primeira a reagir, sua expressão altiva e carrancuda.

— O que está fazendo aqui? — perguntou com evidente confusão, olhando para Julieta com uma mistura de incredulidade e desdém — Você está... com Maximiliano? — quer confirmar.

Julieta endireitou as costas, se mantendo firme.

— Esta é minha casa, senhora Hawks — esclarece Julieta, antes que começassem.

Mark a olhou, seus olhos indo do rosto de Julieta ao seu evidente ventre arredondado. Gaguejou, incapaz de esconder a surpresa.

— Você também está... grávida? — conseguiu perguntar, atônito.

Julieta assentiu, resistindo à tentação de dizer algo mais. Optou pela diplomacia.

— O que estão fazendo aqui? — questiona ela depois que ficaram mudos por uns bons cinco minutos.

Brigitte franziu a testa, aborrecida.

— Sou sua mãe, Maximiliano. Pensei que isso era o melhor para você. E que o melhor era voltar ao seu país, com sua família — soluçou sua mãe.

Max respirou fundo e negou com a cabeça.

— Esta é minha família agora. Esta casa, Julieta, nossa filha... tudo o que me importa está aqui. Então, pela última vez, por favor... vão embora — disse de forma definitiva e seu pai apenas assentiu.

Brigitte lhe lançou um olhar triste e decepcionado, mas ao ver que Max não cederia, se virou e saiu da casa com Mark atrás dela, seus passos ecoando com dureza na entrada.

Quando ficaram sozinhos, Max suspirou profundamente, apertando as mãos de Julieta.

— Desculpe, Jules. Não tinha ideia de que iam vir — se desculpa Max imediatamente. Não queria arruinar o que haviam construído.

Não eram um casal, mas definitivamente não eram só amigos, estavam em um limbo e ele queria chegar mais além, onde ela o deixasse entrar novamente em seu coração. Agora se dá conta do quão tolo foi ao desperdiçar seu amor dessa maneira.

Ela o abraçou, acariciando sua bochecha com ternura. Nunca o havia visto defendê-la dessa maneira. Maximiliano não era o mesmo de alguns meses atrás.

— Não tem nada do que se desculpar. — O olhou com um sorriso suave — E obrigada... por nos proteger.

Max a beijou na testa e, ao se separar, piscou para ela.

— Agora, quer continuar com os nomes estranhos ou passamos ao amarelo pintinho? — pergunta quebrando a tensão do momento.

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