Julieta desde que chegou ao clube não tinha parado de dançar e beber drinks junto com seu amigo.
Quando Tomás chegou apresentou Benjamin Trunks, seu sócio. Alguém bastante respeitoso, mas com olhar triste e atormentado. Então Julieta não se aproximou demais dele, mas se concentrou em dançar com seu amigo.
— Seu sócio parece melancólico — disse ela quando já tinha duas taças e estava mais à vontade.
— Está passando por um momento difícil no casamento. Trouxe ele pra ver se se divertia — dá de ombros Tom.
— Espero que tudo se resolva — disse fazendo biquinho.
Tomás admirava isso em sua amiga, apesar de sua vida não ser a melhor ela sempre pensava nos outros e se entristecia por eles. A levou para dançar novamente porque ela também tinha que esquecer seus problemas.
— Olha quantos homens você pode ter a seus pés — disse Tomás em seu ouvido, como se estivesse dizendo coisas quentes enquanto se esfregava em seu corpo no ritmo da música.
Julieta recostou no ombro de seu melhor amigo sem parar de dançar com os olhos fechados, só queria esquecer Maximiliano Hawks e o amor que sente por esse homem.
Não só não a lembra, como se comportava como um bastardo quanto ao seu contrato e compromisso e como Julieta se sentia... agora estava vendo-o no espelho e só sentiu raiva por ele e também por ela... por ser tão tonta durante tanto tempo.
Julieta não sentia medo e acreditou que era por causa dos drinks, endireitou os ombros e sorriu ao espelho olhando para Max sem nenhum arrependimento.
— Que coincidência! — seu sorriso nunca vacilou— me alegra vê-lo relaxar, presidente Hawks, estava precisando — fala com cortesia— receio dizer que está equivocado, este é o banheiro feminino.
— Posso saber que diabos você faz aqui? — pergunta Max ainda mais irritado ao ouvi-la dizer "presidente Hawks"
Que diabos ela queria dizer com presidente Hawks? Ela nunca o tinha chamado assim... também nunca tinha olhado para ele de maneira quase glacial e isso simplesmente não lhe agradou.
— Fazendo xixi, não tinha ido ao banheiro em horas — respondeu com todo o sarcasmo tranquilo que pôde reunir.
"O que faz aqui? Ele odeia esse tipo de ambiente. Em três anos não tinha pisado num clube que ela soubesse, então encontrá-lo neste clube não deve ser coincidência" seus pensamentos correm uma corrida em seu cérebro.
"Veio por mim?" seu coração bate mais rápido devido a isso.
"Não se iluda, meu coração" pediu numa oração silenciosa.
— Sabe a que me refiro, não se faça de tonta, Julieta Persson — adverte Max.
A excitação de seu corpo foi instantânea como se ela fosse o maldito cachorro de Pavlov. Então lutou com todas suas forças contra a vontade de empurrar seu traseiro contra sua virilha.
Max odiava como aquele vestido preto ficava em seu corpo, odiava como abraçava cada curva ressaltando-as para todos os outros que a olhavam. Odiava que mal cobrisse sua bunda e pior ainda, odiava ter uma ereção enorme graças a ela e essas danças sensuais.
— Sabe que esse documento não tem validade, certo? — pergunta ela devagar e sorri vitoriosa— é ilegal vender meu corpo dessa maneira como se fosse uma escrava sexual e muito menos assinar um contrato dessa natureza, gostaria de ver que juiz aceita o caso.
— Se sabia disso, por que diabos assinou, Julieta? — pergunta atônito, que ela soubesse a verdade por trás desse documento era no mínimo incrível— Me responda!
— Por você — responde com um fio de voz perdendo a luta em seu corpo— para que ficasse mais tranquilo de que não iria embora com qualquer homem — sua voz saía num suave murmúrio, mesmo assim Max a ouviu claramente deixando-o aturdido— mas já acabou tudo. Você nunca vai cumprir sua parte do trato, não me exija algo que você não dará.
Tomando-o desprevenido o empurrou usando todo seu corpo e força, e saiu correndo do banheiro querendo escapar dele, de sua respiração quente caindo em cascatas por seu pescoço, de seu corpo colado ao seu todo pequeno e suave onde ele era todo alto, músculos firmes e duros.
Saiu em disparada do banheiro feminino e encontrou Tomás na pista dando tudo de si, não quis interromper sua alegria e foi ao bar pedir uma bebida mais forte e poder esquecer o que aconteceu naquele banheiro.
Enquanto esperava se pôs a olhar um canto aleatório e vê um cabelo platinado que lhe parece familiar, quando quis ver melhor a pessoa desapareceu.

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