Jessica piscou os olhos com uma inocência fingida. “Vovô, isso é injusto. Eu vim vê-lo porque me importo. Até trouxe um presente. Agora estou tentando ser a pacificadora entre o senhor e aquela mãe e filha, e de alguma forma eu sou a articuladora? Como posso ser a vilã da história?”
“Você… você é podre por dentro!” A cabeça do velho patriarca girava com a retórica de idas e vindas dela.
Ele acenou para que ela se afastasse. “Não venha mais me ver. Não quero conversar com você.”
“Vovô, o senhor não quer me ver e quer expulsar a Jessie e a mãe dela. Meu irmão está em um estado deplorável, e então sobrará apenas o senhor, completamente sozinho. Essa seria uma vida muito dura”, disse Jessica, com uma firmeza direta.
“Quem disse que ele está quase morto? Ele é seu irmão. Como você pode falar assim?” o velho disparou.
Jessica soltou um suspiro cansado. “Eu sei que é difícil aceitar que ele está em coma. Mas o senhor trouxe tantos médicos e ele ainda não acordou. É essa a nossa realidade. É melhor aceitá-la, dar a ele um tratamento constante e deixar que a Jessie e a mãe dela fiquem — para ler para ele, conversar com ele todos os dias. Quem sabe? Talvez ocorra um milagre vindo de um conto de fadas e ele acorde mais cedo.”
O velho ficou em silêncio novamente, fixando os olhos nela.
Jessica também permaneceu em silêncio, esperando que ele cedesse. Ele precisava de uma saída honrosa — de alguém que dissesse as verdades difíceis e o conduzisse através disso.
Após um momento, ele ainda a empurrou para longe, com o rosto endurecido. “Você só está aqui para falar por aquela mulher. Não quero ouvir. Vá embora.” Ele se deitou e deu as costas para ela.
Observando-o fazer aquela birra infantil, Jessica sorriu sem emitir som. “Tudo bem, eu vou. Descanse bem. Pense no que eu disse. Estou fazendo isso pelo meu irmão. Ele é meu sangue. Eu nunca o machucaria.” Ela não insistiu e saiu.
Ela tinha certeza de que ele mudaria de ideia. Ele apenas não conseguia aceitar que Jim pudesse não acordar — pelo menos, não ainda.
Como ela previu, o patriarca parou de tentar expulsar Mavis e até permitiu tacitamente que ela cuidasse de Jim.
Mas se ele acordaria — e quando — essa era outra questão.
“Mamãe, o papai nunca vai acordar?” Jessie perguntou novamente.
Uma dor aguda fisgou o coração de Mavis; sua garganta apertou. “Ele não vai ‘nunca acordar’. Ele só precisa dormir por um longo, longo tempo. Quando ele tiver dormido o suficiente, ele acordará.”
“Então, quando ele terá dormido o suficiente?” A voz de Jessie era triste e ansiosa.
“Eu… eu não sei”, admitiu Mavis. Não havia uma resposta boa.
É claro que ela queria que Jim acordasse logo — ou que tudo isso fosse um pesadelo terrível onde ele nunca estivesse em coma.
“Você tem razão. Eu não tenho nenhum dever. A Residência Hensley pode pagar cuidadores profissionais. Mas… eu quero fazer isso sozinha. Quero estar aqui com ele. Não posso ir contra o meu próprio coração…”
A irritação de Liam esvaziou-se na hora. Ele olhou fixamente para ela. “Você quer dizer que ainda gosta dele. Ele acabou assim e isso te machuca. Você tem que ficar ao lado dele, não é?”
Mavis ergueu o olhar para o encontro dos olhos intensos dele. Após um batimento, ela assentiu. “Sim. Eu ainda não consigo deixá-lo ir. Não quero abandoná-lo. Não quero me separar dele novamente.”
Agora, ela finalmente entendia que seu coração nunca tinha realmente seguido em frente.
Eles tiveram mal-entendidos demais. Por isso, durante anos, ela carregou tanta raiva e o manteve à distância.
Agora ela sabia que a frieza dele fora apenas uma forma de protegê-la.
Ele fizera tanto por ela em segredo. Que motivo ela teria para recusar o seu amor?
Portanto, mesmo que ele nunca acorde nesta vida, ela ficará e cuidará dele.
Liam apenas ficou parado ali, encarando-a, sem palavras por um longo tempo. Parecia que algo apertava seu coração com força. Doía.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....