As pupilas de Jessica se contraíram de choque. Era Rhea!
“Não sei exatamente como o senhor Arthur se queimou, nem se tem a ver com a senhora Kelner... Não tivemos tempo de perguntar antes de levá-lo ao hospital”, explicou Bryan.
Jessica franziu a testa, olhando para a porta da emergência, bem fechada. Lá dentro, seu filho estava sendo atendido, e tudo que podiam fazer era esperar do lado de fora, impotentes.
O coração dela doía de preocupação, mas por baixo daquela dor havia uma raiva fervendo. Será que Rhea fez aquilo de propósito?
Passos ecoaram pelo corredor, e Jessica se virou ao vê-la se aproximando. Na hora, sua expressão mudou.
Como ela ousa aparecer aqui?
Fingindo preocupação, Rhea perguntou a Bryan: “O ferimento do Arthur é sério?”
Ele respondeu, com calma: “O médico está cuidando dele. Ainda não sabemos.”
Rhea lançou um olhar para Jessica, cujo rosto havia ficado gelado, e um leve sorriso sarcástico apareceu em seus lábios. Depois fingiu culpa, com a voz carregada de falso arrependimento. “Tia Jessica, foi tudo minha culpa. Eu não estava prestando atenção nele. Ele ficou muito brincalhão e derrubou o copo d’água da mesa.”
Ela fez uma pausa para dar mais efeito, suspirando dramaticamente. “É estranho, na verdade. Eu estava com sede, então tomei um copo de água quente. Se eu tivesse colocado o copo mais longe, Arthur não teria se machucado.”
Jessica permaneceu em silêncio, com o rosto sério de raiva. Cada palavra de Rhea soava como uma mentira. Ela via através das farsas da mulher.
Provavelmente Rhea esperou a sala ficar vazia e queimou Arthur de propósito com a água quente. Ninguém estava por perto para testemunhar, então ela podia negar tudo facilmente.
Nesse momento, a porta da emergência se abriu com força, e uma enfermeira saiu.
Jessica voltou toda a atenção para ela, a voz tensa e urgente. “Como está meu filho?”
O rosto da enfermeira estava sério. “O ferimento da criança é bastante grave. O médico ainda está trabalhando e ele vai precisar ficar em observação. A senhora é a mãe? Precisa vir comigo para fazer a papelada de internação.”
Bryan falou: “Eu cuido disso.”
Preocupada com o filho, Jessica escolheu esperar. Acenou para que ele cuidasse da papelada.
As provocações de Rhea a fizeram perder o controle. Sem pensar, deu um tapa no rosto dela, o som do impacto cortando o ar. “Você é louca! Está completamente maluca e sem noção!”
A cabeça dela virou de lado com a força do tapa. A bochecha ardia com o golpe, mas em vez de se irritar, ela se virou de volta para Jessica, com um sorriso doentio nos lábios. “Doeu? Deve doer. Agora você entende como é quando algo acontece com seu filho, né? Eu quis que você sentisse essa dor, assim como eu senti. Não é justo?”
Ela não tinha machucado de verdade a criança, só queimado um pouco, mas ver Jessica sofrendo já era o bastante para ela. Isso a fez perceber que, se quisesse realmente feri-la, o melhor caminho era atacar o filho. A única coisa que a segurava... era que aquela criança era de Charles.
Era a única coisa que a fazia ter cuidado... Ela não queria provocá-lo.
“Você sentiu dor pelo seu bebê? E não era só um peão no seu jogo? Você não teve problema nenhum em matá-lo. Que direito tem de falar sobre dor? Você matou seu filho porque ele não era do Hugh!” A voz de Jessica tremia de fúria, a raiva quase fora de controle. “Você é um monstro!”
O sorriso de Rhea sumiu, o rosto dela ficou sério enquanto falava com uma voz fria. “E daí? Ninguém pode provar que a criança não era dele. Não pense que pode usar isso contra mim. Nem mesmo o Charles pode.”
Naquelas palavras, algo clicou na mente de Jessica. Uma percepção aguda a atingiu, e o olhar dela se fixou na mulher com nitidez. “Você... mexeu nos resultados do exame de paternidade?”, perguntou, a voz cheia de desconfiança.
Quando Charles lhe mostrou os resultados, ela tinha ficado chocada. Não entendia como o teste podia apontar Hugh como pai se ela sabia que a criança não era dele?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....