A Sra. Rice lançou um olhar para Elise, não disse nada e também se retirou.
O patriarca ficou tão enfurecido com Jessie que acabou desmaiando. Mesmo após dias em um leito de hospital, ele ainda não havia se recuperado totalmente, por isso não tinha forças para expulsar Elise.
Mais tarde, ele ainda instruiu a Sra. Rice a procurar mais médicos, mas todos deram a mesma resposta.
Os dias se passaram e Jessie Nielsen continuava sem acordar. Todos sabiam o que aquilo significava.
Jessica ouviu falar sobre a briga no hospital entre o patriarca e Elise — e como o velho senhor desmaiou de raiva.
Ela esperou até que ele estivesse um pouco mais lúcido para visitá-lo.
“Vovô, esta fragrância é algo que desenvolvi há algum tempo. Ela pode acalmar a mente e estabilizar o humor de uma pessoa. É perfeita para o senhor, então a trouxe de presente.” Enquanto falava, Jessica colocou uma pedra difusora sobre a mesa e derramou duas gotas de óleo essencial sobre ela.
O aroma espalhou-se rapidamente, uma nota distinta flutuando pelo ar.
O patriarca estava encostado na cabeceira, observou-a terminar com um olhar gélido e então disparou: “Pegue essa porcaria e tire daqui. Eu não preciso disso.”
Jessica deu uma olhada geral nele. “Seu temperamento está oscilando muito agora. Isso ajuda a se acalmar. Como o senhor poderia não precisar?”
O patriarca lançou-lhe um olhar de soslaio glacial — afiado o suficiente para fazer a maioria das pessoas recuar. Se ela tivesse algum bom senso, guardaria tudo e pararia de provocá-lo.
Mas Jessica nunca o mimou.
Ela até disse à Sra. Rice: “Coloque duas gotas na pedra difusora de manhã e à noite. É bom para ele, tudo bem?”
A Sra. Rice olhou para o rosto tempestuoso do velho — furioso, mas contendo-se — então baixou a cabeça e disse: “Eu entendo.”
“O que você quer dizer com ‘entende’? Se você se atrever a mexer nessa coisa, pode arrumar suas malas e ir para casa”, bravejou o patriarca.
Jessica sentou-se na cadeira ao lado da cama e apenas o encarou fixamente.
Ele se sentiu estranho sendo observado daquela maneira e bufou, irritado. “O que você está olhando? Não tem ouro no meu rosto para você colher.”
Jessica assentiu como se estivesse falando sério. “Certo, nada de ouro. Apenas um monte de rugas e manchas de idade. Diga-me, na sua idade, como o senhor ainda consegue perder as estribeiras desse jeito?”
O patriarca estreitou seus olhos nublados, com uma raiva fria fermentando ali. Claro, ela não estava errada, mas, caramba, aquilo soou rude.
“O senhor discutiu com Elise e Jessie. Agora também não me suporta. O senhor tem algum problema pessoal com as mulheres?” Jessica apoiou o queixo em uma das mãos, estudando-o.
O patriarca manteve o rosto rígido e encarou-a de volta. “Vocês, mulheres jovens, são um estorvo. Não conseguem se comportar em público.”
Jessica balançou a cabeça. “Então eu estava certa — o senhor é tendencioso contra as mulheres. Não se esqueça que a Sra. Rice, que tem cuidado do senhor, também é mulher.”
Desta vez, o patriarca não a rejeitou.
“Vovô, agora que o senhor se acalmou, que tal parar de tentar expulsar a Jessie e a mãe dela?”, disse Jessica.
As sobrancelhas dele se juntaram e ele soltou: “Quando foi que eu tentei expulsá-las?” Ele apenas disse a Elise para ficar longe de seu neto.
“Não tentou? Ouvi dizer que o senhor discutiu com elas naquele dia e disse aos guarda-costas para jogá-las fora.”
“Quem tem lhe contado essas bobagens? Eu não as expulsei. Eu expulsei—”
“Ah? Então eu ouvi errado? O senhor não tentou enxotá-las — apenas discutiram?”, Jessica interrompeu antes que ele pudesse terminar.
O patriarca retrucou: “Foi aquela menina, a Jessie, sendo rude e respondendo à altura!” Claramente, Elise a havia mimado.
“Por que ela responderia sem motivo?”, perguntou Jessica, com toda a inocência.
Ele olhou para ela enviesado e finalmente sentiu algo errado. Maldita fosse, ela o estava encurralando.
“Você e aquela garota Jessie são farinha do mesmo saco — ambas ficando mais astutas a cada dia.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....