Desde que os seus caminhos se cruzaram com os dele, ela não havia escapado da morte mais vezes do que podia contar?
Talvez seus pais, lá do alto, estivessem cuidando dela, puxando-a de volta do abismo repetidas vezes.
E ele — um carrasco — havia dizimado sua família e tentado matá-la em mais de uma ocasião. Agora, ele tinha o desplante de perguntar se ela sequer sabia qual era a sensação da morte?
Albus permaneceu em silêncio por um longo tempo antes de falar. "Kendra, dê um tempo ao tempo. Você entenderá por que estou fazendo isso com você."
"Eu não quero entender. Apenas me deixe ir. Agora."
Uma súbita onda de tontura o atingiu com força. Ele não tinha energias para continuar discutindo.
"Kendra, você pode se recusar a comer, mas eu não permitirei que você morra. Trarei um médico aqui em breve."
"Um médico para quê?" Ela o encarou, com os olhos cintilantes de suspeita.
"Para colocar você no soro nutricional. Por via intravenosa. Mesmo que não coma, você não desfalecerá."
Kendra olhou para ele, atônita, com os lábios trêmulos — a fúria a sacudindo até o âmago.
Levou um momento para que ela recuperasse a voz. "Albus, você é realmente um demônio."
"Sim. Eu sou o demônio. Então não cause problemas", ele disse com a voz rouca, aproximando-se, com seus dedos longos roçando a bochecha dela. "Kendra, não me odeie."
Kendra tremia tanto que não conseguia articular uma única palavra.
Albus soltou um suspiro contido e fez um sinal para que seus homens a levassem de volta ao quarto.
"Pense bem. Se você continuar em greve de fome, farei o médico conectá-la à nutrição parenteral", lembrou ele, deixando a escolha nas mãos dela.
"Então traga o médico. Vamos ver se você consegue aplicar esse soro", rebateu ela. De jeito nenhum ela o deixaria vencer.
Assim que ela saiu, ele não conseguiu mais conter — cuspiu uma lufada de sangue.
"Jovem Mestre! Vou chamar a Dra. Yvonne agora mesmo!" Um guarda entrou em pânico e correu para a porta, mas Albus o interrompeu. "Pare. Não vá."
Kendra não havia ido longe. Chamar Yvonne agora seria um erro estratégico.
Por sorte, Yvonne viu Kendra saindo e retornou por conta própria.
"Dra. Yvonne, por favor, dê uma olhada. O Jovem Mestre tossiu sangue novamente", o guarda desabafou assim que ela entrou.
Yvonne aproximou-se de Albus, olhou para o sangue no chão e nem sequer estremeceu.
"É melhor todos vocês se acostumarem com isso. Vai acontecer com frequência."
O guarda ficou tenso. O que aquilo significava? O Jovem Mestre continuaria tossindo sangue?
Albus afundou no sofá, de olhos fechados, exausto demais para falar.
Ao vê-lo naquele estado, Yvonne não se deu ao trabalho de repreendê-lo. Ela sabia muito bem — ele havia desistido e estava apenas esperando pelo fim.
Por isso, ela não se apressou em medicá-lo para trazê-lo de volta.
Bum, bum, bum…
Um estrondo ensurdecedor rasgou o céu lá fora. Os olhos de Albus se abriram abruptamente. Parecia o som de helicópteros.

O pessoal de Kendra pretendia explodir a ilha?
Mais guardas entraram correndo para relatar. "Jovem Mestre, o pessoal da Jovem Senhorita explodiu o nosso cais!"
A expressão de Albus tornou-se fria como ferro. O pessoal dela era implacável.

Albus estreitou os olhos. "Eu não vou embora. Se ela tiver coragem, que me mande direto para o inferno."
A verdade era que Kendra realmente tinha esse pensamento.

"Você finalmente chegou", suspirou Kendra, sentindo um nó apertado no peito se desatar.
"Senhorita, sinto muito por você ter sofrido. Eu me atrasei. A culpa é minha", disse Jace, com a voz carregada de culpa.
"Você está aqui. Isso é o que importa. Não é tarde demais."
"Vamos", disse Jace, servindo-lhe de apoio em direção à saída.
Na bifurcação do corredor, ela parou de repente e virou-se para olhar para a outra extremidade da passagem.
"O que houve, Senhorita Kendra?" Jace perguntou, confuso.
Kendra lembrou-se de que o quarto de Albus ficava naquele corredor. Deveria ela acabar com ele agora, ou…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Pai Bilionário do Meu Filho
Hummm, hora de descobrir que o bebê é filha da Jéssica....
Esse Neil é realmente louco, mas um louco engraçado gostei desse personagem muito bom....
CriCriCri...estou sem palavras, o cara se matou por causa de uma louca que já se foi, que lealdade macabra....
Vixi coitado do Arthur, acho que eles vão acabar matando essa criança,essa mulher não conhece algo parecido como gravador de um celular ou caneta gravadora, falta mais emoção nesta história e astúcia também por parte da protagonista....
Aliás está mansão não tem câmeras, nunca vi isso 😕. Hoje em dia até casas mais simples tem câmeras....
Falei, se Charles não aparece essa mãe não é capaz de defender seu próprio filho,acho esse personagem fraco sem habilidades de defesas tanto físicas quanto moral. Está criança vai sofrer muito se não souber se defender sozinho do inimigo...
Vamos lá, quem casa quer casa, ela não é obrigada a compartilhar de sua vida de família de três com ninguém ,ainda mais com os seus inimigos jurados, então sim sair deste lugar seria estrategicamente uma opção muito melhor, não significa fugir da guerra mas planejar estratégias muito melhor e de quebra defender seu filho, que com essas cobras aí vai ser alvo fácil com certeza....
Se impor faz bem de vez em quando sabia....
O que rapaz , faça logo um escarcéu e pronto que que é isso eu em, ninguém pode separar os filhos de seus pais e quem é este velho para falar assim dela só porque tem dinheiro é isto mesmo? Hoje rico amanhã pobre....😡😡😡...
Garota esperta, é isso ai só espero que não se torne obcecada para destruir o casamento deste casal, lindo, que romântico esses dois....